Gilson Amorim- presidente
Eu atuo e tendo organizar o movimento comunitário há muito anos em Tarauacá. Acredito na força das organizações populares. Elas são imprescindíveis para a vida de cada comunidade, pois organizam o povo e se tornam verdadeiros instrumentos de luta da população, além de boas escolas de formação de consciência.
Nunca foi fácil organizar o povo para lutar por seus direitos. As adversidades são imensas. As pessoas que estão no poder, na maioria das vezes, tentam "se apoderar" dessas organizações usando a máquina pública. Uma prática covarde que revela os que não aceitam serem contestados.
A comunidade do Bairro do Triângulo elegeu Gilson Amorim como presidente da Associação de Moradores. A primeira atitude digna do jovem presidente foi pedir desligamento da prefeitura na qual exercia um papel na Assessoria de Comunicação. Entre trabalhar para a prefeitura e pela comunidade, Gilson optou por ficar desempregado, porém estar livre das amarras do poder e lutar pela sua comunidade.
Com críticas e posições duras contra a atual administração, a nova liderança começa a sofrer perseguições que podem lhe render muita dor de cabeça. Na luta pela recuperação da Rua Capitão Hipólito (a principal do seu bairro) que foi vergonhosamente construída pelo Programa Ruas do Povo e já se encontra destruída, o presidente já denunciou na imprensa local e foi ao ministério público pedir ajuda.
Estranhamente a prefeitura realizou uma reunião no final de semana com outras lideranças do bairro que são "alinhadas' e ocupam cargos de confiança no governo municipal, sem a presença do presidente Gilson Amorim, numa demonstração de incoerência e deixando claro que ninguém deve criticar o governo senão o bairro não receberá ajuda do poder público.
Segundo Gilson, na última sexta feira, enquanto comemorava com alguns amigos o seu aniversário, uma reunião foi articulada no bairro sem seu conhecimento e quando o avisaram já estava em cima da hora e ele não compareceu. "Fiquei sabendo da reunião em cima da hora e não fui porque achei muito estranho. Depois fui informado que recebi muitas críticas por conta de minha atuação e acho que há uma conspiração no bairro para me derrubar da presidência por que não sou 'alinhado' com a prefeitura. Eles estão muito enganados comigo. O que eu faço é defender minha comunidade e não vou ceder a essas pressões. Ja me disseram que se eu não me calar a prefeitura não fará nada em nosso bairro e isso não é justo", falou o presidente. Triste com tudo que está acontecendo Gilson disse ainda: "Esperava que meus amigos e amigas da diretoria do bairro me fizessem uma homenagem no dia do meu aniversário e o que recebo é essa ameaça de golpe, para me derrubar da associação".

o nome disso é "trairagem"...
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