Tragédia em escola de Rio Branco reacende debate sobre segurança e leva deputada Socorro Neri a rebater desinformação


A violência registrada na última terça-feira (5), em Rio Branco, quando um estudante entrou armado em uma escola e matou duas servidoras, além de deixar outras duas pessoas feridas, provocou forte comoção no Acre e repercussão nacional. Em meio ao luto, o episódio também desencadeou uma onda de desinformação nas redes sociais, o que levou a deputada federal Socorro Neri a se posicionar publicamente.

Em nota e manifestação na Comissão de Educação da Câmara, a parlamentar classificou como “mentirosas” as narrativas que tentam vincular seu mandato a suposta oposição a medidas de segurança nas escolas. Segundo ela, o que está em debate não é a necessidade de proteção, mas sim a forma de financiamento e a autonomia das comunidades escolares.

Debate sobre financiamento e modelo de segurança

Ao detalhar sua atuação, Socorro Neri explicou que participou do Grupo de Trabalho (GT) sobre Violência nas Escolas, ao lado de parlamentares como Luísa Canziani e Rafael Brito, discutindo alternativas técnicas para prevenção de episódios de violência.

Durante diálogo com o deputado Paulo Bilinski, a deputada destacou três pontos centrais:

Fonte de recursos: ela argumenta que o uso do Fundeb para financiar segurança armada comprometeria salários e manutenção das escolas. A proposta defendida é utilizar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Medidas preventivas: inclusão de dispositivos como “botão do pânico” como estratégia complementar de proteção em casos de risco.
Autonomia escolar: substituição da obrigatoriedade de segurança armada por um modelo “preferencialmente armado”, permitindo que cada comunidade escolar decida o formato mais adequado.

Segundo a parlamentar, essa abordagem busca equilíbrio entre segurança e preservação dos recursos da educação.

Críticas ao uso político da tragédia

Socorro Neri também criticou o que classificou como tentativa de exploração política do episódio por grupos extremistas. De acordo com ela, houve disseminação de informações distorcidas para sugerir que seu mandato seria contrário à segurança nas escolas.

A deputada rebateu afirmando que sempre defendeu:
segurança nas unidades de ensino, com financiamento adequado;
valorização dos profissionais da educação;
decisões construídas com participação da comunidade escolar.

Ela afirmou ainda que propostas que vinculam obrigatoriamente segurança armada ao uso de recursos educacionais favorecem interesses econômicos, em detrimento das prioridades da educação pública.
Projeto em tramitação e prevenção

A parlamentar ressaltou que a prevenção da violência escolar passa pela aprovação de um projeto elaborado no GT Violência nas Escolas, do qual é coautora, já aprovado na Câmara e atualmente em análise no Senado desde 2024.

Para ela, a solução exige abordagem ampla, incluindo planejamento, financiamento adequado e participação social — e não apenas medidas isoladas.
Solidariedade às vítimas

Ao final, Socorro Neri manifestou pesar pelas vítimas e solidariedade à comunidade escolar do Instituto São José, palco da tragédia.

“A educação e a vida dos nossos estudantes e profissionais não são mercadorias”, afirmou.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, enquanto o debate sobre segurança nas escolas ganha novo peso diante de mais um episódio de violência extrema dentro do ambiente educacional.

(ASSESSORIA)

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