Um caso que voltou a causar grande repercussão e tensão em Tarauacá teve um novo desdobramento na manhã desta quarta-feira (18). Após dias de buscas intensas, policiais penais do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) conseguiram recapturar Agnaldo de Freitas Soares, condenado pelo assassinato do agente socioeducativo Vando Medeiros, crime brutal que chocou a cidade em 2016.
A captura aconteceu em uma área de mata fechada no Rio Iparana do Ouro, região de divisa entre os municípios de Feijó e Envira, após uma verdadeira operação de caça ao foragido.
Fugiu após cortar a tornozeleira
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, Agnaldo cumpria pena em liberdade condicional, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, na madrugada do último domingo, ele rompeu o equipamento de monitoramento e passou a ser considerado foragido da Justiça.
Assim que o rompimento foi detectado, equipes da Polícia Penal iniciaram uma operação de busca. Desde a última segunda-feira, os policiais vinham realizando diligências e levantando informações sobre o possível paradeiro do condenado.
As investigações apontavam que o fugitivo tentava escapar pela região do Rio Envira, utilizando rotas de difícil acesso pela mata.
Mas antes que conseguisse alcançar seu destino, foi interceptado e capturado pelos policiais penais, encerrando a fuga que mobilizou as forças de segurança.
Crime brutal que marcou Tarauacá
Agnaldo de Freitas Soares foi condenado a 21 anos de prisão por homicídio qualificado pela morte do agente socioeducativo Vando Medeiros, ocorrido em 23 de outubro de 2016, na zona rural de Tarauacá.
Na ocasião, Vando acompanhava sua esposa, a então recém-eleita vereadora Veinha, em uma agenda de agradecimento aos eleitores nas comunidades.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o casal foi abordado por um morador da região que pediu gasolina. Quando Vando desceu até o barco para atender ao pedido, foi surpreendido por Agnaldo, que desferiu violentos golpes de terçado contra a cabeça da vítima.
O crime chocou profundamente a população de Tarauacá pela brutalidade e pelas circunstâncias em que ocorreu.
Mandado de prisão e retorno ao regime fechado
Com o rompimento da tornozeleira eletrônica, a Vara Criminal de Tarauacá expediu, no dia 17 de março de 2026, um novo mandado de prisão, determinando a regressão cautelar do regime, obrigando o condenado a retornar imediatamente ao regime fechado.
Após a recaptura na manhã desta quarta-feira, Agnaldo deverá ser reconduzido ao sistema prisional do Acre, onde continuará cumprindo a pena determinada pela Justiça.
Caso reacende memória de crime que marcou a cidade
A fuga e a recaptura do condenado reacendem na memória da população um dos crimes mais marcantes da história recente de Tarauacá.
A operação bem-sucedida da Polícia Penal foi considerada fundamental para impedir que o foragido desaparecesse na região de mata e rios da fronteira entre municípios.
Agora, com a prisão novamente efetuada, as autoridades reforçam que o condenado permanecerá sob custódia para cumprir integralmente a pena determinada pela Justiça.
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