O 3º Sargento do Corpo de Bombeiro Leandro Simões, foi nomeado pelo Prefeito Rodrigo Damasceno para ocupar o cargo de Coordenador Municipal de Defesa Civil do Município de Tarauacá.
Simões, 37 anos, tem atuação destacada como bombeiro há 10 anos, é casado com Iasmyn Simões, pai do garoto Emanuel Simões.
Com histórico de participação em movimentos sociais, especialmente de juventude em seu município, Simões é músico baterista e atualmente é um dos dirigentes da Associação de Cultura e Comunicação Giovanni Acioly, entidade sem fins lucrativos que atua na promoção de atividades culturais em Tarauacá.
Tem um currículo invejável na sua formação como cidadão e bombeiro militar:
- CBBA - Curso Básico de Bombeiro de Aeródromo/Manaus-Am.
- Professor - Matemática e Geografia/Ensino Fundamental.
- HOMALTRO – Mecânica de equipamentos do Conjunto Hidráulico desencarcerador/Pinça, expansor, Tesoura e etc/Minas Gerais.
- Instrutor de Moto mecanização - Curso de Formação de Soldado Bombeiro Militar 2022.
- Gestor Aeroportuário - Aeroporto José Galera dos Santos.
- SEJUSP - Sobrevivência Policial.
- AISPDIN/2023-5 - Atuação Integrada de Segurança Pública.
- Locutor e Sonoplasta - Rádio Nova era FM.
- AFM/2023-5 - Armas de fogo e Municões.
- EAVS - 2015/2 - Estágio de Adaptação à vida na Selva.
- COI - Curso Operacional Integrado/Forças de Segurança Pública.
- Mecânica de Jet Sky – Jet Center/Rio Janeiro.
- CPOE – Curso Operacional Com Embarcações.
- ETSP – Curso Especial para Tripulação do Serviço Público.
- Arrais - Amador e moto-nauta.
- CVE – Condutor de Veículo de Emergência.
- Diploma de Honra ao Mérito Dom Pedro II CBMAC - Grau Grão Oficial.
- Formado: Técnico em Gestão da Segurança Pública. E, nas horas vagas, músico baterista.
Leandro ficou conhecido nacional e internacionalmente após uma imagem dele resgatando uma criança doentena alagação do ano de 2021 em Tarauacá. Na foto ele carrega a criança nos braços e faz os primeiros procedimentos de salvamento.
Veja a reportagem abaixo publicada no site BBC Brasil
Acre | 'Resgatei bebê que podia morrer de dengue': a situação caótica com enchentes e doenças
Crédito,Corpo de Bombeiros do Acre - 7°BEPCIFLegenda da foto,Aluno-cabo Leandro Simões resgatou bebê de quatro meses durante enchente no Acre, na semana passada
Na última quinta-feira (18/02), o aluno-cabo Leandro Simões, de 33 anos, trabalhava junto com a sua equipe do Corpo de Bombeiros quando resgatou um bebê de quatro meses em meio a uma enchente em Tarauacá, no Acre.
"A criança estava com muita febre e teve uma convulsão pouco antes de ser resgatada", diz Simões.
Posteriormente, segundo ele, exames confirmaram que a criança estava com dengue. Foi mais um caso da doença em meio a tantos outros registrados nas últimas semanas no Acre.
O Estado vive um duro período de surto de dengue, casos de covid-19 em alta e enchentes que já afetaram cerca de 130 mil pessoas, segundo o governo local. Além disso, também enfrenta uma crise migratória.
"Tudo o que tem acontecido traz preocupações. São questões humanitárias", diz o promotor de Justiça Marco Aurélio Ribeiro, coordenador do Grupo Especial de Apoio e Atuação para Prevenção e Resposta a situações de emergência ou estado de calamidade devido à ocorrência de Desastres (GRPD) do Acre.
Na semana passada, o Estado decretou situação de emergência nas regiões duramente afetadas pelas enchentes. Nesta segunda-feira (22/02), o governo do Acre aumentou o alerta e decretou estado de calamidade pública em dez cidades atingidas pelas cheias dos rios.
Nos últimos dias, muitas famílias tiveram de ser levadas para alojamentos improvisados em escolas. A medida tomada às pressas pode colaborar para o agravamento da situação da covid-19, porque especialistas apontam que nesses locais é mais complicado seguir medidas de distanciamento social.
Enquanto os leitos de covid-19 estão sobrecarregados no Estado, a busca por atendimentos a casos de dengue também aumentou.
Crédito,Corpo de Bombeiros do Acre - 7°BEPCIFLegenda da foto,Idosa de 81 anos sofreu com alagamentos e foi resgatada por bombeiros
As cheias dos rios
As enchentes atingem dez municípios do Estado, incluindo a capital, Rio Branco. Nos últimos dias, o nível de água em alguns rios começou a diminuir. Apesar disso, autoridades ainda demonstram muita preocupação.
Desde a semana passada, cenas como resgates em barcos em ruas alagadas e entrega de mantimentos a moradores em regiões isoladas pelas águas se tornaram comuns em diversas regiões do Estado. Milhares de casas ficaram sem energia elétrica.
Na semana passada, o nível do Rio Acre chegou a 15,77 metros na capital, 2 metros acima do nível de transbordamento. Ao menos uma dezena de bairros foi atingida.
Neste mês, alguns municípios do Estado, como Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, chegaram a registrar as piores marcas durante enchentes ao longo das últimas décadas.
Uma das cidades mais atingidas atualmente pelas cheias no Acre é Tarauacá, a cerca de 400 quilômetros de Rio Branco. Autoridades apontam que a enchente atingiu 90% do município. O nível do Rio Tarauacá chegou a abaixar nos últimos dias, mas logo subiu outra vez.
"É o período mais difícil que já passei na corporação até hoje. A enchente bateu recorde de número de pessoas atingidas, que agora estão fora de suas casas e tiveram perdas materiais", afirma Simões, que está há seis anos no Corpo de Bombeiros de Tarauacá.
Na última sexta-feira (19/02), o Corpo de Bombeiros registrou que o nível da água na cidade estava a 11,15 metros — o limite de transbordamento é 9,5 metros. "A água nunca havia chegado a um nível nas ruas e casas como o atual. É a maior enchente dos últimos tempos", diz o tenente Corrêa, coordenador de batalhões da região.
Em 2014, segundo os registros, o nível da água na cidade durante as chuvas atingiu 11,93 metros. "Mas o impacto da enchente atual é bem maior. A medida anterior (para avaliar o nível do rio) era questionável", diz o tenente à BBC News Brasil. "A enchente de 2021 é considerada a maior do período de 1995 pra cá."
Em meio ao atual período, os bombeiros precisaram resgatar diversos moradores de Tarauacá. Na semana passada, o aluno-cabo Simões ajudou a levar uma idosa de 81 anos, que não conseguia andar, a uma embarcação para que pudesse ser encaminhada a um abrigo. Ele também levou água potável para alguns moradores que estavam isolados em áreas alagadas e não queriam deixar suas residências.
Um momento que marcou o aluno-cabo nos últimos dias, e foi fotografado e muito compartilhado em grupos da região, foi quando ele resgatou um bebê em seus braços. "A mãe da criança era uma adolescente que estava em um local de difícil acesso. O nível da água havia subido muito. A casa da família já havia sido tomada pela água e eles estavam na casa de um amigo", diz o integrante do Corpo de Bombeiros.
Crédito,Divulgação/ Secom AcreLegenda da foto,Muitos moradores tiveram de deixar suas casas após locais serem atingidos pelas enchentes
Simões relata que a criança havia tido uma convulsão antes do resgate e estava com febre muito alta. "O bebê tinha sintomas de dengue", diz. Logo que foi resgatado em um barco, o garoto recebeu atendimento médico. "Se o menino não fosse retirado da enchente naquele momento e recebesse o aparato médico necessário, talvez ele não resistisse", afirma à BBC News Brasil.
O aluno-cabo afirma que ficou comovido com o resgate do bebê e tantos outros que fez nos últimos dias.
Segundo Simões, o bebê passa bem, recebeu alta hospitalar e está com a mãe em um alojamento para vítimas das enchentes. Assim como eles, milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas em razão dos alagamentos recentes no Estado: alguns conseguiram abrigo com parentes ou amigos, enquanto outros precisaram recorrer a abrigos montados pelo poder público.
O governo do Acre afirma que desde o início das enchentes tem organizado abrigos em escolas e tendas para acolher as famílias retiradas das famílias das áreas atingidas. Além disso, o Executivo argumenta que tem distribuído alimentos, produtos de higiene e água potável aos moradores afetados pela situação, além de fazer monitoramento do sistema elétrico das regiões.
Por meio do decreto de calamidade pública, o Estado reconheceu a necessidade de ajuda financeira do governo federal para enfrentar a situação, como por meio de auxílio para prestar assistência humanitária às pessoas atingidas pelo transbordamento dos rios. mais https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56166539
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