O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação (MEC), com o lançamento do Reuni Digital, um programa de expansão do EAD na educação superior pública

Universidades federais brasileiras vão oferecer 5.020 vagas, por ano, em cursos de educação a distância (EAD). O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação (MEC), com o lançamento do Reuni Digital, um programa de expansão do EAD na educação superior pública.
De acordo com o MEC, o programa visa ampliar o acesso e a permanência dos estudantes à educação superior pública, além de capacitar professores para atuar no modelo EAD e de expandir a participação de grupos desfavorecidos na educação superior.
O diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), João Mattar, avalia que a educação a distância reforça a democratização do acesso ao ensino superior aos brasileiros e, dessa forma, a expansão de vagas em cursos EAD é positiva nas universidades públicas.
“A educação a distância permite que pessoas que trabalham se adaptem melhor à rotina de estudos e amplia o acesso a quem deixa de fazer faculdade por condições financeiras”.
Para o diretor da Abed, apesar das críticas à modalidade a distância, há vantagens expressivas, atestadas, até mesmo, pela pandemia.
“A educação a distância convive com a contradição, pois proporciona contribuições sociais, mas também há críticas válidas. Na pandemia, o que tivemos foi um ensino remoto emergencial, sem planejamento, infraestrutura e preparação dos professores, em um primeiro momento”.
Doutora em Educação, Edna Tavares avalia que, com os objetivos apontados, o Reuni Digital cumpre um papel importante aos estudantes.
“O programa foi apresentado como uma possibilidade de aumento de vagas e de equidade educacional. Se assim se concretizar, é altamente benéfico para o País”.
O estudante do 3º ano do ensino médio Matheus Poltroniere, de 17 anos, comemora a expansão de vagas no modelo EAD.
“Com o ensino a distância, consigo estudar e trabalhar. Quero estudar Engenharia e faria o curso a distância, com algumas aulas presenciais em laboratórios”.
Eliane Proschloldt e Jonathas Gomes, do jornal A Tribuna