“Não é racismo, só não sou obrigada a ser atendida por um negro”, diz mulher em lanchonete na Paraíba

"Foi até um rapaz educado conosco, mas a cor dele não se nega, entende? O que incomoda é a questão de ser atendida por ele mesmo, isso desrespeita meu lugar e da minha família. Acho que cada um tem que se por no devido lugar, o atendente no dele", disse cliente em mensagem por aplicativa a uma lanchonete
10 de dezembro de 2020, 16:49 h Atualizado em 10 de dezembro de 2020, 17:08

(Foto: Reprodução/ Facebook)
247 - Na última terça-feira (8), uma cliente resolveu "reclamar" por meio d
mensagem através do aplicativo Whatsapp de uma lanchonete em Campina Grande, na Paraíba, por ter sido atendida por um negro.

De acordo com reportagem do site T5, o texto, que aparentemente foi escrito por uma mulher, diz que o jovem foi educado, mas a "pele escura" do rapaz "mancha a imagem" do estabelecimento.

"Então, fui atendida por um rapaz de pele escura hoje, com minha família. Eu acho que uma lanchonete do seu porte não deveria admitir isso. Isso é ruim, mancha a imagem da sua lanchonete. Não é questão de racismo, é só que não sou obrigada a ser atendida por um negro. Foi até um rapaz educado conosco, mas a cor dele não se nega, entende? O que incomoda é a questão de ser atendida por ele mesmo, isso desrespeita meu lugar e da minha família. Acho que cada um tem que se por no devido lugar, o atendente no dele", escreveu.

A proprietária do estabelecimento decidiu denunciar o caso e registrou um Boletim de Ocorrência para abertura de investigação na 6ª Delegacia Distrital da cidade. .

A dona do estabelecimento chegou a rebater a mulher, mas resolveu procurar a delegacia para denunciar o crime de racismo. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, a delegada da 6ª Delegacia Distrital, Mairam Moura, deve ter acesso ao B.O nesta quinta-feira (10) e iniciará a investigação.

O rapaz alvo de racismo é Gabriel Akhenaton. Ele disse que no decorrer de sua vida já passou por vários episódios de injúria racial, mas esse foi o pior. "De perseguições relacionadas a racismo eu sempre fui alvo, mas foi a primeira vez que fui atingido de uma forma tão brusca", disse Gabriel.

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