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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Corpo do empresário Manoel Leite é sepultado em Rio Branco


O sepultamento do corpo do empresário Manoel de Jesus Leite Silva, 45 anos, que morreu em São Paulo, em decorrência de complicações causadas pelo novo coronavírus, ocorreu por volta das 7h30 da manhã deste domingo, 26, no cemitério Morada da Paz, em Rio Branco.

O translado do corpo do empresário para o Acre causou controvérsia em razão da existência de norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o deslocamento entre estados e municípios de restos humanos provenientes de morte por doenças infectocontagiosas.

Mesmo com o impedimento legal, a família providenciou o translado depois de realizar exame de Detecção Qualitativa de Coronavírus para comprovar que o vírus não era mais reagente no corpo do empresário na ocasião do óbito, ocorrido na última quarta-feira, 22 de julho.

Foi com esse exame que o corpo foi liberado para sair de São Paulo, via terrestre, na última quinta-feira, 23, e chegou a receber o aval da Vigilância Sanitária do Acre para ser sepultado em Xapuri. Horas depois, no entanto, a autorização foi revogada e o corpo teve que ficar em Rio Branco.

À família, o chefe do Núcleo de Serviços em Saúde, do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária, Advagner Prado, informou que a mudança ocorreu em virtude da repercussão que o caso ganhou e ainda por conta de uma suposta insatisfação da população com a realização do sepultamento em Xapuri.

Ao ac24horas, Advagner apenas confirmou a informação de que o corpo do empresário não poderia mais ser levado para Xapuri, mas não informou quais foram as razões que motivaram a mudança de posicionamento. “Seria melhor a família fazer essa declaração”, disse ele à reportagem.

Ao chegar no Posto Tucandeira, a cerca de 80 quilômetros da capital acreana, o carro da funerária que trazia o corpo de Manoel Leite chegou a ficar retido por algumas horas. A determinação das autoridades sanitárias do Acre era de que o sepultamento ocorresse no cemitério mais próximo dali.

Depois de a família enviar representantes à barreira fiscal e sanitária, o impasse foi resolvido e o local e horário do sepultamento definitivamente confirmados. A cerimônia foi rápida e reuniu apenas os familiares mais próximos, conforme preconiza o protocolo do Ministério da Saúde para os enterros durante a pandemia.

Ainda na noite deste sábado, 25, a família do empresário, por meio do seu representante legal, informou que não daria mais declarações à imprensa a respeito do assunto, esclarecendo que havia um desgaste muito grande com a repercussão que foi gerada em torno do caso e que o único desejo era o de, enfim, sepultar o familiar.

Por Raimari Cardoso - Correspondente em Xapuri - AC
AC24HORAS

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