Após poucos meses exercendo o seu primeiro mandato como senador no Congresso Nacional (os dois primeiros foram na Câmara como deputado), Gladson Cameli (PP) topou ser entrevistado neste último final de semana pelos jornalistas Ray Melo, Luciano Tavares e Marcos Venicios. Aos 37 anos, Cameli diz amadurecer a cada dia no senado. Nesta entrevista ele fala sobre alguns boatos e posicionamentos que segundo ele, “precisam ser esclarecidos”.
Contextualizando o atual cenário político/econômico que o Brasil vem enfrentando, Cameli disse ser a favor da saída de Dilma Rousseff da presidência por causa das pedaladas fiscais, mas explicou que o impeachment não é bom para o país, mas se faz “um mal necessário, um remédio amargo que todos iremos tomar”.
Sobre a possibilidade de Michel Temer, vice de Dilma Rousseff, assumir o comando o país, ele afirma ter certeza que Temer é muito mais articulado e terá as condições favoráveis, apesar da crise, de governar o país com mais solidez até 2018, destacando ainda não acreditar que Dilma consiga apoio suficiente para se manter no poder.
Com relação aos problemas enfrentados pelo Acre nos serviços de telefonia, internet e os aumentos sucessivos dos preços da energia elétrica e dos combustíveis, Gladson destaca que existe um grande Lobby entre empresas para que as agências reguladoras não funcionem e fiscalizem como deveria fazer e afirmou que está elaborando no senado um projeto para equilibrar o IMCS do combustível , revelando ainda que espera que até 2018 os problemas com os apagões no Acre cessem, devido o investimento de mais de R$ 300 milhões que está sendo feito no setor somente para o Estado.
Cameli não deixou em branco o fato de ter sido citado nas investigações da Operação Lava-Jato e apontando como um dos parlamentares do PP que receberia propina. Se dizendo inocente, o parlamentar diz que em muito breve receberá “o atestado de inocência”.
Apontado como o principal líder oposicionista com chances reais a disputar o governo do Estado em 2018, Gladson foi enfático e diz ser este o seu “maior sonho”, mas que está se preparando e trabalhando muito no senado para que seu mandato se viabilize numa possível candidatura ao Palácio Rio Branco.
E por falar em governo, ele não poupou críticas ao governador Sebastião Viana (PT). Perguntado se tivesse a oportunidade de estar no lugar do petista, comandando o Estado, Gladson afirmou que uma de suas principais medidas seria diminuir a estrutura do governo que atualmente tem cerca de 40 pastas, para apenas 10 secretarias. Ainda sobre Sebastião, ele afirmar não ter nenhum tipo de relação com o chefe do executivo, mas diz respeitar muito o seu irmão, o senador Jorge Viana, com quem diz ter uma relação harmoniosa.
O senador afirmou ainda não perdoar “a mentira” que o governador Sebastião Viana disse em entrevista no ano passado ao ac24horas, afirmando que o pai de Gladson, o empresário Eládio Cameli, teria oferecido dinheiro para a campanha do PT em 2014.
Esses e outros detalhes você acompanha na integra na entrevista AQUI