Moisés Diniz esclarece que negociou solução para evitar fracasso da Operação Delivery

O deputado Moisés Diniz (PCdoB), 1º vice-presidente da Aleac, disse em pronunciamento nesta quinta-feira, 14, que a convocação de testemunhas para depor publicamente sobre o processo que apura a existência de uma rede de exploração sexual em Rio Branco poderia destruir todo o trabalho já feito pela Polícia Civil.

“Qualquer argumento usado por uma testemunha orientada pode ferir de morte o processo da chamada Operação Delivery, por isso eu propus publicamente a convocação das autoridades e da advogada Joana D'Arc para depoimentos a porta fechadas. Depois, consultaríamos a OAB e, conforme sua orientação, divulgaríamos o conteúdo dos depoimentos”, explicou.

Moisés ressaltou que a bancada do governo não está querendo proteger agentes públicos envolvidos na operação, mas, sim, garantir o anonimato das adolescentes envolvidas e, assim, respeitar os procedimentos judiciais determinados pelo segredo de Justiça.

Segundo o parlamentar, os requerimentos apresentados pelo deputado Rocha tornaram-se um cabo de guerra entre a bancada do governo e a oposição. “Por isso, apresentei publicamente uma proposta alternativa que não deixasse dúvidas sobre nossa posição. Não queremos proteger A ou B, mas queremos ouvir os envolvidos no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça”, argumentou Moisés.

De acordo com o deputado, se os depoimentos apontassem para supostos acobertamentos de nomes de personalidades públicas – chamados tubarões – a Aleac procuraria o presidente do Tribunal de Justiça e a corregedoria da Polícia Civil para que as investigações fossem ampliadas.

“Toda vez que um delegado de polícia inicia procedimentos contra os poderosos começa a ser atingido em sua honra. Se uma testemunha coloca em suspeição estes procedimentos, todos os outros depoimentos poderão ser anulados e o processo da operação Delivery encerrado sem apontar culpados”, concluiu Moisés.

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1 Comentários

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  1. Poraa nenhuma! Se fosse um crime de roubo de galinha, há tempos os envolvidos estavam presos e possivelmente sendo entregues aos tarados existentes na Francisco Conde de Oliveira!

    Mas, como são bacana e do colarinho branco, fica essa esculhanbação e inércia pra lá de ensossa!

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