RODRIGUES ALVES: Falta de apoio e perseguição religiosa ameaçam capoeira em Rodrigues Alves

Desde 2005 o grupo de capoeira “Cor Negra” atua no município de Rodrigues Alves. O grupo já chegou a atender gratuitamente 120 alunos, mas hoje apenas 35 continuam treinando.

Entre as razões para a desistência, Gilson Kenedy, o professor “Dino”, aponta a falta de apoio da prefeitura e a perseguição religiosa de igrejas evangélicas do município.

Segundo alunos, algumas das denominações que atuam no município fazem uma campanha deliberada de difamação da arte marcial que já foi declarada como patrimônio cultural brasileiro.

“Temos problemas com algumas igrejas evangélicas que dizem que a capoeira é coisa do demônio. A capoeira não é coisa do demônio, é um esporte como futebol, vôlei, ou outro qualquer. A capoeira tira os jovens da ociosidade, em um município carente de atividades de esporte ou lazer. Temos um trabalho social”, defende o capoeirista Dino.

A prefeitura vinha pagando o salário do professor e o uniforme dos alunos, mas o incentivo foi cortado. Há a expectativa de que o convênio seja retomado, mas o professor teme que a paralisação das atividades possam dispersar ainda mais o grupo.

“A capoeira tem pressa, se não o grupo dispersa. Espero que o prefeito se sensibilize com a população para que a capoeira não se acabe em Rodrigues Alves ”, concluiu.

Reportagem de Andressa Nascimento – Juruá On Line

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