Os servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, em greve por ajustes no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), realizaram nova manifestação ontem na Aleac, em protesto contra um substitutivo do plano aprovado pelos desembargadores e que está prestes a ser encaminhado para votação pelos deputados.
O 1º vice-presidente da Mesa Diretora, deputado Helder Paiva (PEN), suspendeu a sessão por sugestão do líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), como forma de garantir aos servidores de que o documento não será votado e sequer deu entrada no protocolo da Aleac. Moisés reuniu representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e uma comissão composta pelos deputados Geraldo Pereira, líder do PT; Major Rocha, líder do PSDB e Chagas Romão, Líder do PMDB.
De acordo com Moisés Diniz, a Aleac deve servir como uma ponte entre os servidores e o Tribunal de Justiça. “O Poder Legislativo não pode interferir de nenhuma forma na negociação do Poder Judiciário, mas temos condições de servir como intermediários.
Vamos reunir o nosso presidente, deputado Elson Santiago (PEN) com o presidente do TJ, desembargador Adair Longuini, e ouvir o outro lado deste conflito”, argumentou Moisés, lembrando, porém, que os 24 deputados assumiram a posição de não votar o documento enquanto não houver consenso entre desembargadores e a categoria.
O presidente do Sindicato, Rangel Araújo, lembra que o PCCR foi construído dentro do projeto de reforma do Poder Judiciário do Acre, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas ao custo de R$ 3,6 milhões. “Foram quatro anos de trabalho que o TJ rasgou e jogou fora apresentando um substitutivo e anunciando em seu site que foi aprovado pelo Sindicato”, relatou Rangel.
Moisés Diniz deu garantia aos trabalhadores de que a Aleac vai apoiar a luta dos servidores, mas lembrou que em uma negociação cada uma das partes deve ceder um pouco. “Vamos nos reunir com os desembargadores e ouvir suas razões e fazer de tudo para que cheguem a um acordo, pois o ano legislativo está terminando e se não for votado logo, o PCCR não poderá ser aplicado em 2013”, alertou o líder do governo. (jornalatribunadoacre)