QUATRO candidatos disputam a vaga
para reitor da Ufac nesta terça-feira
A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza hoje as eleições para a escolha do reitor e vice-reitor que administrarão a instituição pelos próximos quatro anos. Participam do processo professores, estudantes e técnicos administrativos. O pleito conta com quatro chapas: Olinda Batista, que tenta a reeleição; Jonas Filho, ex-reitor; Margarida Carvalho; e Minoru Kinpara. O segundo turno acontece na próxima terça-feira, 28.
As eleições acontecem em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Serão 16 zonas eleitorais distribuídas pelos campi das duas cidades e no Colégio de Aplicação, na capital. O voto acontece por meio de cédulas, que devem ser depositadas em urnas. O pleito conta com a fiscalização de dezenas de mesários. O horário para a votação será das 8 às 21 horas.
A expectativa é de que o número de alunos votantes seja inferior ao último pleito, pois todos os mais de 40 cursos estão sem aulas há três meses devido à greve dos professores e técnicos da universidade. A realização das eleições em plena paralisação dos servidores gerou polêmica entre grupos estudantis, professores e a comissão eleitoral. Muitos alegam que a coleta de votos durante a greve é uma “manobra” contra os alunos.
As eleições ocorreriam no último dia 14, segundo resolução de número 2 aprovada em meados de junho pela presidência do Conselho Universitário da Ufac. De acordo com o documento, se a greve dos servidores perdurasse até a data prevista para as votações, o pleito seria realizado apenas 15 dias após o término do movimento.
No entanto, a legislação eleitoral das universidades determina que a escolha dos reitores aconteça no máximo 60 dias antes da saída do gestor em exercício. Como o mandato da atual reitora, Olinda Batista, encerra-se em 7 de novembro, a Ufac deve realizar eleições até o mesmo dia do mês de setembro.
Temendo uma possível intervenção do governo federal na escolha do reitor devido ao não-cumprimento da legislação eleitoral, os comandos de greve dos servidores decidiram apoiar a realização do pleito durante as paralisações das categorias. Além disso, eles alegam que a nomeação de um gestor pelo Executivo fere a autonomia da universidade.
A realização das eleições hoje e na próxima semana foi votada na semana passada pelo Colégio Eleitoral Especial da Ufac, composto por docentes, acadêmicos e técnicos administrativos. (Página 20).