Polícia avista um dos assaltantes do BB e troca tiros no Ramal do 34




SENA MADUREIRA- A perseguição aos assaltantes que roubaram o Banco do Brasil do município de Feijó, localizado a 340 quilômetros de Rio Branco, continua. No final da tarde desta sexta-feira 6, um dos supostos assaltantes foi avistado em um local conhecido como Ramal do 34, na BR-364, entre Sena Madureira e Manoel Urbano. Houve um intenso tiroteio entre a polícia e o bandido.
De acordo com informações da Polícia Militar, quando a guarnição avistou o criminoso, ele começou a atirar. A polícia revidou. Ele usava metralhadoras e pistolas. O tiroteio durou mais ou menos uma hora e terminou depois de a polícia recuar por causa do anoitecer. 
A comandante da PM de Sena Madureira, tenente Marilena, diz que a polícia está trabalhando na medida do possível para capturar os assaltantes. “Não medimos esforços”, destaca. 
Na manhã desta sexta-feira, o comandante-geral da PM, coronel Romário Célio, em entrevista à Agência ContilNet, negou que os policiais participantes da operação de captura aos criminosos estejam sem estrutura para trabalhar, bem como não é verdadeira a informação da retirada da tropa da balsa que faz a travessia de carros no Rio Purus para Manoel Urbano. “O que está havendo é o revezamento constante das tropas para evitar o desgaste dos nossos policiais”, declarou.

População teme bandidos

Os moradores da rodovia que estão entre os trechos onde há as buscas pelos bandidos temem pela segurança de suas casas e estão amedrontados em decorrência dos últimos acontecimentos. 
O agricultor Manoel Dias, 57 anos, residente em um trecho da rodovia próximo a Sena Madureira, afirma que não dorme tranqüilo desde quando aconteceu o assalto. Segundo ele, quando chega a noite toda a família dele tranca as portas da casa e dorme com armas ao lado da cama. “Fui a Sena participar de um evento político, mas ninguém ficou em casa. Conta”.Todos vieram comigo”. 
A professora Diana Pinheiro, de Sena Madureira, confessa que está apreensiva. “Tenho medo de deixar meu filho na escola e de algum bandido querer fazê-lo refém”. Já a irmã de Diana, Dilene Pinheiro, não está levando seus filhos ao colégio esses dias e até se ausentou do trabalho. “Esses bandidos são poderosos”, pontua.

Raimundo Accioly

Cidadão comum da cidade de Tarauacá no Estado do Acre, funcionário público, militante do movimento social, Radio Jornalista, roqueiro e professor. Entre em Contato: accioly_ne@yahoo.com.br acciolygomes@bol.com.br 68-99775176

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