Sargento da COE é assassinado durante ocorrência







O sargento PM, Francisnato de Moura Silva, 36 anos, é o quarto policial militar assassinado este ano no Acre. Ele foi morto com um tiro de espingarda, quando atendia uma ocorrência em uma comunidade rural.
O militar que fazia parte da (COE) Companhia de Operações Especiais, foi designado junto com outro sargento para fazer a segurança de agentes do Instituto Chico Mendes, encarregados de levar uma quantia em dinheiro do Programa de Agricultura Familiar-PRONAF para famílias da Reserva Extrativista do Rio Liberdade. Na noite de sábado, 31 de outubro, eles estavam na Comunidade São Pedro, localizada a quatro horas de barco da Ponte do Liberdade na BR-364, quando tiveram que atender uma briga de casal.
José Maria Marques da Silva, 29 anos, que tentava agredir a mulher, foi preso e colocado na sala de uma escola. Durante a noite conseguiu fugir para a casa do amigo Antônio Carlos Maciel Cordeiro, 25 anos. José Maria ainda algemado disse ao amigo que estava fugindo da Polícia. -Se vierem aqui eu mato um- Declarou o dono da casa ao fugitivo. Quando os dois sargentos da COE se aproximaram da residência, Francisnato foi alvejado com um tiro de espingarda no pescoço.
Mesmo ferido, Francisnato ajudou o sargento Antônio Ferreira da Conceição, a cercar a casa para prender o fugitivo que já tinha saído pela janela. Só minutos depois, Francisnato avisou que estava ferido, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu num prazo de cinco minutos. 
Inicialmente Antônio Carlos Maciel Cordeiro (dono da casa) foi preso suspeito de ser apenas o proprietário da arma. José Maria (que fugiu da escola) só foi preso no dia seguinte por uma equipe da Polícia Militar, que retornou à comunidade. Na delegacia, ele confessou ter matado o policial. Familiares e companheiros de farda estão inconformados com a morte do militar, considerado pelo comando um profissional exemplar. O enterro com honras militares foi realizado na manhã de segunda-feira, 2 de novembro.
José de Jesus de Moura Silva, irmão do sargento Francisnato, questiona a insegurança dos policiais com o efetivo reduzido na Polícia Militar do Acre. "Hoje se você procurar um soldado na Polícia Militar, você tem dificuldades de encontrar, só aí dar pra perceber a defasagem. Eu tenho certeza que se nesse caso, tivessem um grupo de cinco ou seis policiais o desfecho seria outro", diz.

www.tribunadojurua.com - Genival Moura
Raimundo Accioly

Cidadão comum da cidade de Tarauacá no Estado do Acre, funcionário público, militante do movimento social, Radio Jornalista, roqueiro e professor. Entre em Contato: accioly_ne@yahoo.com.br acciolygomes@bol.com.br 68-99775176

1 Comentários

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  1. Por isso que dizem que: "Em briga de marido e mulher ninguem mete a colhre".

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