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sábado, 10 de junho de 2017

Absolvição da chapa Dilma/Temer: o Brasil não pode se curvar a este prêmio dado à política corrupta


Nós, da Rede Sustentabilidade, estamos inconformados, assim como milhões de brasileiros e brasileiras, com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de absolver a chapa Dilma/Temer, mesmo diante das extensas e cabais provas de culpa expostas pelo relator ministro Herman Benjamin e depois ratificadas e aceitas pelos ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Não nos insurgimos contra o direito do voto de cada um dos ministros, mas nos declaramos perplexos pela fragilidade e insustentabilidade – em certos momentos chegando ao grotesco – dos argumentos desfiados por aqueles que, ao arrepio das evidências, votam contra a sociedade e em favor daqueles que, em 2014, transformaram as eleições presidenciais em palco de fraude, corrupção, abuso de poder. Fraude esta movida a propina debitada na conta do povo brasileiro.

Mas a roda da História continua e também a luta por um país renovado, livre do lixo político que hoje esperneia para permanecer onde está e proteger seu interesse privado e grupal como se fosse o de todos nós. A decisão foi tomada pela maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Porém, ela não é o capítulo final. De nossa parte, recorreremos a todas as instâncias e de todas as formas legais para que a verdade seja contemplada e a vitória da burla não fique como legado deste período difícil e crítico que vivemos.

Cabe, ainda, reconhecer o esforço, a competência e a brilhante acusação feita pelo ministro Herman Benjamin, cuja carreira tem passagem importante e reconhecida na área do Direito Ambiental. Nesses dias, no TSE, manteve-se na sua linha consistente de argumentação, suportando ataques, deboches, artimanhas feitas para desestabilizá-lo, sem êxito. A denúncia inatacável do sub-procurador Nicolau Dino e as falas fundamentadas e contundentes dos ministros Fux e Rosa Weber que corroboraram a posição do relator, deram à cassação da chapa o caráter que ela deveria efetivamente ter: o imperativo da Justiça, da coisa justa, diante do atentado cometido contra a democracia e o Estado de direito nas eleições de 2014.

O Brasil não pode se curvar a este prêmio dado à política corrupta, ilegal, antiética, enganadora, brutal, que mata o futuro do país e trava qualquer esforço de mudança no caminho de uma Democracia enfim plena.

Executiva Nacional – REDE Sustentabilidade

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