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terça-feira, 4 de abril de 2017

FEIJÓ: ESCRITORA DO MUNICÍPIO NA ACADEMIA DOS POETAS ACREANOS.


A solenidade realizada na última sexta feira, 31 de março, no Tribunal de Justiça do Estado do Acre, a escritora feijoense Josineia Sousa Dos Santos, foi consagrada Membro Correspondente da Academia dos Poetas Acreanos-APAO Diploma recebido pelas mãos da presidente da Academia Acreana de Letras-AAL, Luisa Kalberg, no Tribunal de Justiça do Acre.

"Este é um momento glorioso na minha vida, é mais que um sonho. Sinto-me orgulhosa e honrada em poder representar meu município, Feijó, nesta augusta Academia que tanto enaltece a cultura acreana e a Língua Portuguesa. Valorar meu berço natural, meu povo feijoense- que estimo e reverencio- é um privilégio. E, assim, neste estado de jubilo, me apresento ante os senhores, reverenciando minha origem, afinal, nossas raízes falam de nós, porque o ser humano não é só feito de pó, mas também de histórias", Disse a escritora em em seu discurso de posse.  


Abaixo, o discurso de posse de Josineia na Academia dos Poetas Acreanos 

"Na pessoa do escritor e poeta Renã Leite Pontes, cumprimento a mesa e os demais acadêmicos. Na pessoa da presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, Desembargadora Denise Bonfim, cumprimento as autoridades presentes, funcionários do Tribunal de Justiça, os amigos, familiares, as senhoras e os senhores. 

Agradeço a Deus por esta oportunidade e divido com os acadêmicos e convidados a honra de participar desta solenidade que me tornará Membro Correspondente da Academia dos Poetas Acreanos. Este é um momento glorioso na minha vida, é mais que um sonho. Sinto-me orgulhosa e honrada em poder representar meu município, Feijó, nesta augusta Academia que tanto enaltece a cultura acreana e a Língua Portuguesa. Valorar meu berço natural, meu povo feijoense- que estimo e reverencio- é um privilégio. E, assim, neste estado de jubilo, me apresento ante os senhores, reverenciando minha origem, afinal, nossas raízes falam de nós, porque o ser humano não é só feito de pó, mas também de histórias. 

Carrego comigo não apenas a tranquilidade das águas cristalinas da minha terra, mas a simplicidade de um povo roceiro; as passadas das veredas que hoje não percebem o asfalto, o cheiro do açaí preparada pelas mãos milagrosas da minha mãe; trago em minha memória as histórias de luar contadas pelos meus avós, outrora deitados em uma rede velha na varanda. Eles partiram. Só ficou a rede embalada pelo vento no tempo que traz saudades. Foi meu avó, José Pereira dos Santos, quem me ensinou a ouvir histórias, a contar histórias e sonhar. Um seringueiro, visionário feijoense, que não pode inclusive visualizar esse momento, mas o anteviu na sua fé: só alcançamos o inalcançável se acreditarmos que é possível. 

Nos meus olhos e na minha poesia, os papagaios revoam no final da tarde e o bem-te-vi canta faceiro no galho da mangueira. De dia, o verde se descortina ante minha janela. No cair da tarde, as cigarras murmuram para o entardecer os segredos do dia ido e, eu renasço, me refaço como as flores nesse cenário de encanto e do surpreendente que o poeta Ferreira Gullar denominou “espanto”. Eu sou como um rio que se recusa a ser pequeno e, alimenta-se de si mesmo enquanto não abraço o mar. 

Acredito que a Literatura não apenas pode ser um escape do mundo cruel que nos cerca feito um leão faminto, senão que nos dá subsídios para domá-lo. As letras não apenas sugerem um novo mundo, mas abrem as janelas para um novo mundo onde o maravilhoso é possível, o inalcançável é apenas um conceito, e o belo predomina no reflexo do espelho do orgulho, ocasião em que o tempo perde suas fronteiras. Paradoxalmente, o mesmo tempo que engoliu os ponteiros do meu relógio, reservou, para mim, este encontro. 

Externo meus agradecimentos aos amigos do caminho que sempre me insuflaram coragem, aos meus familiares que me apoiaram, e muito especialmente ao meu pai Sr João Aberto, meu poeta particular. Agradeço também ao presidente Renã Correa Pontes, pelo incentivo poético que me permitiu esse momento. Encerro minhas humildes palavras dizendo que, se os espelhos nos revela o rosto e a Arte nos revela a alma, quero construir a minha poesia, para renascer com o brotar de cada palavra, de cada poesia. 

Muito obrigada" 

JOSINÉIA SOUSA DOS SANTOS

Um comentário:

Unknown disse...

As conquistas são frutos da perseverança, de nossas ações e do testemunho que damos de nós mesmos...Que Deus te ilumine a cada dia...Feijó se orgulha de vc.