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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sindicato dos Urbanitários manifesta contra privatização da Eletrobras Acre


Da Assessoria - O Sindicato dos Urbanitários do Estado do Acre, juntamente com outros sindicatos do país, planeja uma campanha com atos e ações políticas ainda nesse semestre contra a privatização da Eletrobras Distribuição Acre, “a nossa Eletroacre”. A entidade já realizou diversas reuniões para discutir as questões sociais, econômicas, políticas e de soberania nacional que serão afetadas caso a privatização da concessionária seja realizada.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Fernando Barbosa, disse que a privatização vai provocar diversos prejuízos aos consumidores, como também aos trabalhadores da Eletroacre.

“Precisamos de algo mais viável para reduzir os custos da Eletroacre, e não a privatização que vai tirar emprego e gerar uma conta de luz mais cara à população”, apontou.

De acordo com Fernando, a intenção do sindicato é mobilizar tanto o trabalhador como a população contra a privatização, mostrando que não terá benefício caso haja a privatização e sim prejuízos a todos.

“Se a Eletroacre for privatizada terá um impacto muito grande no Acre, como aumentos na tarifa da energia elétrica e no número de apagões, já que o interior ficará mais abandonado e, consequentemente, haverá queda na qualidade de serviço. Nossa ideia é esclarecer à população sobre as consequências dessa privatização”, comentou o sindicalista.

O diretor do Sindicato dos Urbanitários, Mauro Bezerra, reforça que a privatização resultará no aumento da tarifa para o consumidor e em uma ameaça, caso seja comprada por uma estatal estrangeira.

“É preocupante. Nossa biodiversidade estará exposta para aqueles que comprarem a empresa. Por isso nós do sindicato estamos buscar as esferas políticas e judiciais para evitar que a privatização aconteça”, ressaltou Mauro.

Marcelo Jucá lembrou empresas que foram privatizadas e que não atenderam, de forma eficiente, as demandas de seus consumidores, deixando a prestação de serviços deficitária.

“A distribuidora de energia no Maranhão é um exemplo. Um Estado grande em relação ao Acre, muito mais forte economicamente e politicamente, mas mesmo isso não deu certo. A concessionária teve que ser reprivatizada, pois a primeira empresa que privatizou não conseguiu realizar os serviços e deixou um prejuízo enorme”, explicou Jucá.

Outro ponto levantado é a questão da população de baixa renda e da zona rural.

“Certamente esses programas serão prejudicados caso haja a privatização. Em muitos municípios as despesas são maiores que as receitas e isso para iniciativa privada é inviável”, destacou.
Serviço

Entre outras coisas, os sindicalistas apontam para o risco de precarização dos serviços de energia após a privatização das empresas.

“O capital privado vai priorizar o serviço nas capitais, onde o mercado é mais rentável, e os municípios que ficam distantes, principalmente, tendem a ser prejudicados. A lógica do capital é atuar onde dê retorno, e rápido. Eles não têm qualquer preocupação social”, ressalta Fernando Barbosa. “Não só os trabalhadores das empresas, mas toda a sociedade perde com a privatização. A população vai sentir o impacto financeiro no bolso, porque isso sempre vem acompanhado de aumento de preço.”

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