CONTATO: gomesaccioly@gmail.com - 68 99775176

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Rogério Tarauacá: um andarilho, saído do interior do Acre, sempre a serviço do gol


Se nada mais tivesse dado certo na carreira do jogador Wendel Rogério Esteves Filho, o Rogério Tarauacá, pelo menos uma façanha ele teria para contar para os filhos e netos: a de haver marcado o primeiro gol no estádio Arena da Floresta, inaugurado em dezembro de 2006, na vitória do Rio Branco por 2 a 1 sobre a seleção brasileira sub-20. Um grande feito!

Mas ele fez muito mais do que isso nos seus anos de futebolista, desde a estreia na Escolinha do Rivera, na sua cidade natal, Tarauacá, em 1995, aos 12 anos (ele nasceu em 8 de abril de 1983). Ele foi artilheiro por clubes espalhados por cinco estados brasileiros (Acre, Rondônia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Amapá) e um país estrangeiro (Equador).

A saga do Rogério Tarauacá começou quando ele veio para Rio Branco, em 1988, para disputar os Jogos Escolares Estaduais, na modalidade futsal. A equipe do referido personagem, Escola Plácido de Castro, perdeu o título para o Colégio Meta. Mas ele foi o maior goleador da competição, marcando 12 gols em seis partidas. Excelente desempenho!

Dois anos depois, Rogério se mudou em definitivo para a capital acreana. Foi estudar no Colégio Meta. Até então ele era apenas mesmo Rogério. O professor Mustafa Anute o convocou para a seleção da escola e acrescentou o “Tarauacá” ao seu nome. Daí, ele foi para os Jogos Escolares Brasileiros, quando surgiu um convite para treinar no Fluminense-RJ.

Rio de Janeiro/Rio Grande do Sul/Acre

Em Xerém, onde a base do Fluminense treinava, Rogério Tarauacá permaneceu durante todo o segundo semestre do ano 2000. Jogou apenas alguns amistosos. Quando veio o ano de 2001, o conterrâneo Sairo o convidou para jogar no São José-RS. Ele foi e virou titular do time de juniores. O salário baixo, porém, o mandou para casa alguns meses depois.

Rogério chegou a pensar em largar o futebol e foi trabalhar na fazenda do pai. Mas o exílio durou pouco e no ano seguinte ele já estava integrado ao elenco do Andirá, indicado pelo desportista Jean Sacramento e sob o comando do técnico Illimani Suares. Aos 19 anos e gastando a bola, novamente surgiu uma oportunidade para ele jogar no Rio Grande do Sul.

Illimani Suares o mandou e ao zagueiro Marquinhos Costa para o RS gaúcho, time do empresário Paulo César Carpegiani. Ficou lá até o início de 2006, embora tenha disputado uma Copa São Paulo pelo Juventus-AC, emprestado, em janeiro de 2004. “Foi um período muito bom no RS, mas eu sofri uma lesão séria, no primeiro semestre de 2004”, afirmou Tarauacá.

Nos primeiros meses de 2006, Rogério Tarauacá foi novamente emprestado pelo RS para o Juventus-AC. As exibições dele no campeonato acreano chamaram a atenção de um empresário chamado Rosalvo, ligado ao futebol equatoriano. E assim, no segundo semestre deste mesmo ano, o artilheiro já estava vestindo a camisa do Oriente Petrolero, de Guayaquil.

Experiência internacional e fim de carreira

Rogério Tarauacá ficou um ano e meio no futebol equatoriano. Na época em que marcou o primeiro gol da Arena da Floresta, ele era atleta do Oriente Petrolero. Só atuou pelo Rio Branco porque se tratava de um jogo amistoso e ele estava de férias no Acre. Mas ao retornar ao Equador, por decisão do seu empresário, ele foi jogar num time chamado La Brasília.

Em 2008, o artilheiro resolveu que estava na hora de voltar ao Brasil. Mal chegou por aqui e já foi logo contratado pela Ulbra-RO. “Fui campeão rondoniense, artilheiro e eleito o craque do campeonato, sob o comando do técnico João Carlos Cavallo. Fiz um campeonato tão bom que no segundo semestre fui contratado pela Ulbra-RS”, contou Rogério Tarauacá.

De 2009 até 2015, Rogério Tarauacá vestiu outras sete camisas: Rio Branco (2009 e 2010), Mazagão-AP (2009), Ceilandense (2010), Atlético Acreano (2013), Vasco da Gama (2013), Independência (2014) e Alto Acre (2015). Atualmente, embora ainda ostente o mesmo corpo dos seus tempos de atleta profissional, só tem jogado futsal por um time da cidade de Feijó.

Eu ganhei um dinheiro razoável jogando futebol. Tanto que eu estou vivendo das minhas economias do tempo da bola. Quanto ao futuro, o meu projeto de vida inclui abrir uma escolinha de futebol e assumir o comando técnico de alguma equipe. Por enquanto estou me preparando para isso, cursando uma faculdade de educação física”, afirmou Rogério.

Fonte: Francisco Dandão
http://www.futeboldonorte.com/

Nenhum comentário: