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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pastora cai no golpe do 'falso sequestro' e perde R$ 6 mil no Acre

G1/Acre - A pastora Cleumara de Souza, de 59 anos, foi vítima do golpe do "falso sequestro" por telefone e perdeu R$ 6 mil após depositar o valor em contas bancárias indicadas pelos suspeitos.

A vítima recebeu ligações de um homem desconhecido que dizia estar com a filha dela e só a entregaria após pagamento de resgate.

O marido da vítima, o sociólogo e psicólogo social Enock Pessoa, conversou com o G1 e contou que Cleumara sumiu por volta das 15h e ficou sem dar notícias à família até às 20h, quando foi encontrada hospedada em um hotel de Rio Branco.

Ele afirmou que conseguiu localizar a mulher junto com a polícia, após rastrear os dados bancários dela.

"Ela recebeu uma ligação de um número não identificado, atendeu e a pessoa disse que a filha dela estava sequestrada e ela acreditou nisso, porque tinha uma pessoa chorando no fundo da ligação. Ela ficou desesperada e seguiu todas as ordens da pessoa que mandou depositar dinheiro na conta de uma mulher. O primeiro depósito foi por volta de 15h53 e então mandei bloquear o cartão dela, mas ela continuou depositando depois disso", contou o marido.

A mulher, a pedido dos suspeitos, se hospedou em um hotel e, foi dessa forma, ao pagar com o cartão de crédito, que o marido conseguiu rastrear e a localizou. "A gente ligava, o telefone chamava, mas ela não atendia porque estava sendo ameaçada. Fiquei muito tenso. Quando a encontramos, ela estava em choque, mas graças a Deus tudo foi resolvido", afirmou.No total, foram três depósitos no valor de R$ 2 mil. "Ela estava na rua com dois netos quando recebeu a ligação, aí foram os netos que deram a notícia de que ela estava recebendo esses telefonemas. Depois das ligações, ela deixou os netos no Centro e foi fazer os depósitos", disse.

A Polícia Militar (PM-AC) informou que após a mulher ser encontrada juntamente com os comprovantes de transferências bancárias, a Polícia Civil deve dar continuidade nas investigações, para tentar identificar os proprietários das contas em que o dinheiro foi depositado.

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