Marilete Vitorino fala de trajetória, representação de Tarauacá e apresenta prioridades para mandato na Aleac


Ex-prefeita e atual vice-prefeita de Tarauacá participou do Podcast Encontro Marcado, confirmou sua candidatura a deputada estadual e destacou atenção às pessoas com deficiência, idosos, hemodiálise, IML e enfrentamento à violência contra a mulher

A ex-prefeita e atual vice-prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, foi a entrevistada desta quinta-feira, 10 de setembro, no Podcast Encontro Marcado, apresentado pelo comunicador Raimundo Accioly. Candidata a deputada estadual com o número 55222, Marilete falou sobre sua história familiar, trajetória profissional e política, experiência como gestora e, principalmente, sobre as bandeiras que pretende defender caso seja eleita para a Assembleia Legislativa do Acre.

A conversa também passou pelo atual cenário político e pela necessidade, defendida durante o programa, de Tarauacá recuperar representação própria no Legislativo estadual. Marilete afirmou que pretende concentrar atenção especial no município e utilizar um eventual mandato para buscar recursos e articular soluções para demandas históricas da população.

Filha de Odilon Vitorino e uma vida ligada a Tarauacá

Logo no início da entrevista, Marilete falou sobre suas origens e lembrou o pai, Odilon Vitorino, ex-prefeito e ex-vereador de Tarauacá, recentemente homenageado com seu nome na ponte sobre o Rio Tarauacá, na BR-364.

Ela recordou a educação recebida do pai, marcada, segundo seu relato, pela simplicidade, disciplina e preocupação com as pessoas. Para Marilete, a homenagem representa o reconhecimento não somente do homem público, mas também da relação que Odilon construiu com a população.

A candidata também relembrou sua trajetória profissional. Professora e advogada, contou ter trabalhado em diferentes modalidades da educação e atuado em numerosos júris como advogada em Tarauacá.

Primeira mulher vice-prefeita e primeira prefeita de Tarauacá

Durante a entrevista, Marilete destacou alguns marcos de sua vida pública. Segundo ela, foi a primeira mulher vice-prefeita de Tarauacá, a primeira mulher a governar o município e a primeira mulher a presidir a Associação dos Municípios do Acre. Também relatou participação no Conselho Fiscal da Confederação Nacional de Municípios.

Ao conversar sobre os períodos em que esteve à frente da Prefeitura, lembrou momentos de forte dificuldade administrativa e também a experiência de governar durante a pandemia da Covid-19.

Marilete relatou a tensão dos primeiros meses da pandemia, quando gestores de todo o país enfrentavam uma situação desconhecida e precisavam tomar decisões em meio à emergência sanitária. Para ela, aquele período permanece entre os momentos mais difíceis de sua trajetória administrativa.

Relação com Rodrigo Damasceno

A atual vice-prefeita também falou sobre a reaproximação política e familiar com o prefeito Rodrigo Damasceno. Segundo Marilete, um dos resultados mais importantes da aliança que os levou juntos à eleição municipal foi justamente a recomposição dos vínculos familiares.

Ela afirmou que procura exercer a vice-prefeitura respeitando as atribuições do cargo e colaborando com a gestão quando solicitada.

Foi justamente durante esse período, segundo contou, que voltou a ter contato frequente com pessoas procurando ajuda para consultas, Tratamento Fora de Domicílio (TFD), cirurgias e outras demandas, especialmente na área da saúde. Esse contato teria pesado em sua decisão de disputar uma vaga de deputada estadual.

Pessoas com deficiência e suas famílias entre as prioridades

Um dos momentos mais pessoais da entrevista aconteceu quando Marilete falou sobre sua experiência como mãe de uma filha com deficiência.

A candidata relacionou essa experiência à criação, durante sua gestão, do Centrinho, posteriormente ampliado e atualmente denominado Interagem, voltado ao atendimento de crianças que necessitam de acompanhamento especializado.

Marilete afirmou que, em um eventual mandato parlamentar, pretende direcionar atenção não apenas às crianças e demais pessoas com deficiência, mas também às famílias e cuidadores.

Ela defendeu uma rede de apoio que contemple atendimento especializado, medicamentos, alimentação específica e suporte às famílias, observando que as consequências de um diagnóstico e as necessidades de cuidado frequentemente envolvem todo o núcleo familiar.

Centro de convivência para idosos

Outra bandeira apresentada foi a atenção à população idosa.

Marilete defendeu a implantação de um espaço onde idosos possam permanecer durante o dia participando de atividades de convivência, lazer, dança, música e acompanhamento profissional.

A proposta, segundo explicou, é atender principalmente idosos que mantêm autonomia, mas enfrentam isolamento e falta de espaços destinados à convivência social.

Ela também recordou uma experiência semelhante desenvolvida anteriormente no município e disse que pretende trabalhar para recuperar e ampliar esse tipo de política pública.

Hemodiálise em Tarauacá

A necessidade de oferecer tratamento de hemodiálise mais próximo dos pacientes de Tarauacá foi outra questão levantada durante o programa.

Marilete relatou as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam viajar regularmente para Cruzeiro do Sul para realizar o procedimento. Longos deslocamentos, somados aos efeitos do tratamento, segundo ela, submetem pacientes e familiares a uma rotina extremamente desgastante.

A candidata reconheceu que uma estrutura dessa dimensão não depende exclusivamente de um deputado estadual, mas defendeu que uma representação política do município pode liderar a articulação com Governo do Estado, bancada federal e demais instituições para buscar uma solução.

IML também entra na pauta

Marilete também defendeu uma solução para a falta de estrutura local para procedimentos médico-legais.

Durante a entrevista, foi abordado o sofrimento adicional imposto às famílias quando um corpo precisa ser transportado para outro município para realização de procedimentos antes de retornar a Tarauacá.

Ao organizar suas prioridades, a candidata apontou atendimento às pessoas com deficiência e suas famílias, políticas para idosos, hemodiálise e estrutura médico-legal como quatro das bandeiras que pretende levar para a Assembleia Legislativa.

Violência contra a mulher: prevenção pela educação

O enfrentamento à violência contra as mulheres também ocupou parte importante da entrevista.

Marilete recordou uma iniciativa de sua gestão relacionada ao trabalho da Lei Maria da Penha nas escolas e defendeu que a prevenção da violência deve começar ainda na infância.

Para ela, além dos instrumentos de proteção e responsabilização já existentes, é necessário trabalhar a formação das crianças para que aprendam desde cedo sobre respeito, convivência e rejeição à violência.

A candidata afirmou que pretende defender políticas nessa direção caso chegue à Aleac.


“Tarauacá terá os maiores benefícios”, afirma Marilete

Na parte final da entrevista, Marilete foi questionada sobre como pretende atuar na destinação de recursos de um eventual mandato.

Ela foi enfática ao afirmar que, embora um deputado estadual represente todo o Acre, Tarauacá será sua principal prioridade política.

A candidata argumentou que o município precisa recuperar força de representação na Assembleia Legislativa e defendeu que os eleitores avaliem a importância de escolher representantes ligados diretamente à cidade.

“Eu estou concentrada na minha cidade, onde eu nasci, onde eu vivo até hoje”, afirmou durante a entrevista.

Marilete também declarou que pretende trabalhar em articulação com representantes federais e com o Governo do Estado para viabilizar projetos que, isoladamente, não poderiam ser executados apenas com recursos de um mandato estadual.

Candidatura confirmada, segundo Marilete

Logo no começo do programa, Marilete comentou a situação de seu registro eleitoral. Segundo a própria candidata, havia existido pedido de impugnação, mas ela informou durante a entrevista que acabara de receber a notícia de uma decisão favorável, por unanimidade, à sua candidatura.

No programa, comemorou a informação e reafirmou sua candidatura com o número 55222. Como essa informação foi dada pela própria candidata durante a entrevista, ela é aqui registrada como declaração de Marilete Vitorino.

Encontro Marcado segue ouvindo os candidatos

A participação de Marilete Vitorino integra a série de entrevistas do Podcast Encontro Marcado com candidatos e lideranças políticas durante as Eleições 2026.

Sob o comando de Raimundo Accioly, o programa tem aberto espaço para que os entrevistados apresentem suas histórias, posições políticas, propostas e compromissos diretamente à população.

A entrevista desta quinta-feira colocou no centro do debate uma questão recorrente nesta eleição: a busca de Tarauacá por representação política própria na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional.

Para Marilete Vitorino, sua experiência como professora, advogada, vice-prefeita e prefeita, somada à relação construída ao longo dos anos com a população, é a credencial que apresenta ao eleitor para tentar chegar à Assembleia Legislativa do Acre em 2026.

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