Plataforma Vote pelo Clima é lançada, para conectar eleitores a candidaturas comprometidas com o combate dos efeitos da mudança do clima


A iniciativa, promovida pelo Instituto Clima de Política, com apoio de mais de 60 organizações, fortalece a democracia por meio da promoção do voto consciente

Eventos climáticos de calor extremo, secas severas, enchentes históricas, deslizamentos e El Niño com consequências gravíssimas no país e no mundo. Esse é o contexto em que as eleições de 2026 serão disputadas. Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), publicado em 2025, mostrou que, em pouco mais de uma década, foram expedidos 70.361 decretos de emergência ou estado de calamidade, por 5.279 municípios (média de 13 ocorrências por prefeitura), sendo 48.478 (quase 70%) por conta de secas, estiagens e excesso de chuvas.

A crise climática, que potencializa e gera estes eventos cada vez mais intensos e frequentes, a cada ano atinge um número maior de municípios, com custo bilionário aos cofres públicos e ao contribuinte, que também é eleitor. O estudo da CNM também constatou que os prejuízos causados por estes eventos saltaram de R$ 8,5 bilhões, em 2013, para R$ 732,2 bilhões, em 2024, com média de 61 bilhões de reais por ano, alertando para a importância da ação climática em todo o território nacional, entre todos os entes federativos. Estes custos envolvem prejuízos privados, públicos e habitacionais, destacando-se o altíssimo prejuízo - e a vulnerabilidade - nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, que juntos somam R$ 323 bilhões de prejuízo – quase metade do total de perdas.

Por outro lado, a percepção dos brasileiros sobre as mudanças climáticas aponta caminhos possíveis para atuação de líderes políticos. Nove a cada 10 brasileiros consideram que sofreram impactos das consequências das mudanças climáticas em suas vidas, segundo pesquisa da Datafolha.

Outra pesquisa identificou que 91% dos brasileiros consideram graves ou gravíssimos os efeitos das mudanças climáticas em suas vidas. Em maio de 2024, um terceiro estudo, desta vez da Quaest, revelou que 99% dos brasileiros acreditam que a tragédia do Rio Grande do Sul teve ligação com a mudança do clima.

Esse contexto baseia - e motiva - o chamado da campanha Vote pelo Clima, que convida os mais de 158 milhões de eleitores brasileiros que devem ir às urnas no dia 4 de outubro a elegerem candidaturas comprometidas com o combate à mudança do clima e suas consequências.

Lançada nesta semana, no dia 12/08, a quarta edição da campanha reúne e visibiliza candidaturas às eleições de 2026 que se comprometem com a agenda da mudança do clima e suas diversas intersecções sociais. O cadastro pode ser feito diretamente no site votepeloclima.org por concorrentes de todo o Brasil, de forma gratuita, e deve estar de acordo com os compromissos apresentados pela iniciativa.

Cada candidatura pode registrar até cinco propostas de campanha que dialoguem com as 20 bandeiras da plataforma: Água e Saneamento; Alimentação e Agricultura; Economia e Trabalho; Educação; Energia Renovável; Gênero e Raça; Meio Ambiente; Moradia e Habitação; Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais; Redução de Desastres; Saúde; Transparência e Combate à Corrupção; Transporte e Mobilidade; entre outras.

A plataforma do Vote pelo Clima é apartidária e cada candidatura inscrita passa por um processo de avaliação e precisa atender a quatro critérios: se possui candidatura válida no TSE; se não propaga discursos de ódio na internet; se não possui histórico de crimes ambientais; e autodeclarar quatro compromissos mínimos estabelecidos pelo Vote pelo Clima, como a defesa da democracia, o enfrentamento da crise climática, a proteção dos direitos humanos e da justiça climática e o respeito aos limites ecológicos do planeta.

"As mudanças climáticas já não são um problema do futuro. Os seus impactos já são perceptíveis na vida das pessoas, no aumento do preço das contas, na sobrecarga nos sistemas de saúde, nas mortes em enchentes e deslizamentos, e muito mais. Acreditamos que as eleições são uma grande oportunidade de provocar as mudanças que precisamos para o Brasil. Assim nasce o Vote pelo Clima. Mais do que uma campanha de comunicação e uma plataforma, é um movimento de pessoas engajadas com a melhoria da qualidade de vida no país, por meio do avanço de uma agenda política climática conectada com diferentes pautas que atravessam a vida das pessoas. Em 2024, tivemos 400.000 acessos", Samantha Costa, Coordenadora de Comunicação do Clima de Política.

Criado em 2020 pelo Instituto Clima de Política, as edições do Vote pelo Clima já mobilizaram mais de 1.700 candidaturas, sendo 190 candidaturas eleitas que participaram da plataforma. A edição de 2026 traz uma novidade: a aba de materiais de apoio, com documentos realizados por organizações parceiras que podem ajudar o eleitorado a obter mais insumos antes de decidir o seu voto pelo clima. Neste ano, as pessoas que quiserem ir além no engajamento poderão ingressar em uma comunidade do WhatsApp para ajudar a campanha a atingir ainda mais eleitores e candidaturas.

Sobre o Clima de Política

O Clima de Política é uma organização da sociedade civil que atua em todos os níveis de governo, apoiando tomadores de decisão a desenvolverem políticas climáticas efetivas, através de relações governamentais, participação social e cooperação internacional, para alcançar nossa missão de promover ação política para catalisar a transição climática justa no Brasil antes de 2050.

Contato para imprensa:

Samantha Costa - Coordenadora de Comunicação Clima de Política
Telefone e Whatsapp: +55 61 99909-1889
Carla Araujo - Temple Comunicação
Telefone e WhatsApp: +55 71 99901-4545



Atenciosamente,


Carla Araujo
Comunicação e Estratégias Sociais | Social Strategy & Communication
+55 71 99901-4545


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