Cerca de 100 policiais entre civis, militares, rodoviários e federais de quatro municípios e da capital estão nas buscas para capturar os bandidos.
Gleydison Meireles e Félix Neves
Do oriobranco.net
A ação ousada de uma quadrilha de assaltantes que na manhã de sexta feira (30), levou pânico aos moradores de Feijó, quando assaltaram a agência do Banco do Brasil da cidade, mobilizou um grande contingente de policiais civis e militares dos municípios de Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá além dos militares do Batalhão de Operações Especiais – BOPE e agentes da Direção Geral da Policia Civil de Rio Branco. Cerca de 100 policiais estão ao longo da BR 364 nos trechos entre Sena Madureira e a balsa do Rio Purus onde realizam buscas na tentativa de prender os acusados.
O delegado de Sena Madureira, Antonio Alceste, suspeita que a quadrilha seja de outro Estado pelo modo em que realizou a ação criminosa, “Pelo modo como agiram suspeitamos que sejam integrantes de uma quadrilha especializada em roubo a bancos de outro centro. A ação foi muito diferente da que já vimos no Estado”, afirmou o delegado.
Antonio Alceste, que enviou 10 dos seus melhores agentes para a operação, disse que a cerca de uma semana atrás houve no município uma tentativa de furto ao caixa eletrônico de um banco. Os bandidos usando um maçarico para cortar a parte de trás do terminal e tentaram abrir o cofre. Possivelmente seja a mesma quadrilha que realizou o assalto em Feijó.
A polícia tenta localizar ainda um avião que estava pousado em uma pista clandestina na região do seringal Juruparí que seria usado na fuga dos bandidos. O helicóptero Comandante João Donato e os atiradores de elite do Esquadrão Aéreo foram destacados para o local onde realizaram sobrevôos para localizar os assaltantes e a pista clandestina.
Entenda como aconteceu o assalto
Na manha de sexta feira (30), por volta das 9 horas, dois homens, encostaram um carro tipo Gol, de cor azul nas margens da BR 364, no Km 16 chegando em Feijó. Ao avistarem uma caminhonete de uma empresa que atua nas obras de pavimentação da estrada, pediram ajuda, foi quando fizeram os primeiros reféns, um motorista e o engenheiro da empresa. Os dois funcionários foram rendidos e feitos reféns, pois os criminosos deixaram o carro e foram para a cidade com a caminhonete roubada, levando os reféns. Mas antes de chegarem na cidade, outras quatro pessoas que faziam parte da quadrilha estavam esperando. Em seguida foram em direção a Feijó, ao chegarem em frente a agência do Banco do Brasil, que tinha cerca de 20 pessoas entre funcionários e clientes, os assaltantes anunciaram o assalto efetuando vários disparos com armas de fogo como metralhadoras e fuzis.
Durante o assalto apenas dois reféns ficaram dentro da agência na companhia de dois assaltantes, enquanto os outros quatro assaltantes ficaram fora da agência, onde formaram um escudo com os demais reféns. Nesse momento segundo o depoimento de alguns reféns, os assaltantes a todo o instante efetuavam disparos. Já no interior da agencia o gerente interino Celso Junior e outro funcionário eram obrigados a recolher o dinheiro que foi colocado em uma bolsa preta.
Os bandidos roubaram o dinheiro dos caixas eletrônico e o que estava guardado dentro do cofre. Após pegar o dinheiro, outras seis pessoas entre funcionários e clientes se juntaram aos outros dois reféns, sendo colocados no interior da caminhonete L200 de cor prata. Em seguida os bandidos saíram em disparada com o veiculo em direção a BR deixando a cidade.
No KM 8, o primeiro refém foi solto. O segurança do banco Gleymarcos, foi libertado e com ele o recado, caso a policia tentasse ir atrás dos bandidos eles iriam matar um dos reféns e jogar o corpo no meio da estrada.
Já no KM 12, cinco reféns foram libertados; os dois funcionários da construtora e dois clientes Suelem Santo e o senhor Dimas, além do gerente interino Celso Junior. Após libertarem seis reféns, os assaltantes continuaram a fuga pela estrada, foi quando chegaram ao veiculo Gol deixado, então resolveram atear fogo no carro. Somente depois foi libertada também Myrla Pontes.
O último refém só foi solto no KM 35 da estrada, o funcionário do banco Silvano Santos.
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A caçada aos bandidos está sendo realizada diuturnamente, até uma base de apoio aos policiais foi montada na balsa do Rio Purus onde todo a estrutura foi disponibilizada para a captura dos foragidos.
De acordo com a assessoria, o bando é composto por sete elementos que se dividiram em dois grupos que se embrenharam na mata na tentativa de despistar os policiais. O primeiro grupo ficou no quilometro 40 da BR 364 e o segundo no quilometro 58, logo após libertar os reféns. Pelo menos em três barreiras foram montadas ao longo do trecho onde os bandidos estão sendo procurados. Com o ingresso de policiais federais e rodoviários federais, além de militares e civis de Tarauacá o número ultrapassa os 100 policiais envolvidos na operação de captura aos assaltantes.
O Esquadrão Aéreo localizou uma clareira no meio da mata, que possivelmente seria usada no resgate dos bandidos, nesse momento o monitoramento de toda a área esta sendo realizado pelo esquadrão, além da Infraero que realiza a varredura na tentativa de localizar alguma aeronave não identificada pela região.Informações dão conta de que a ordem é abater todos os aviões de pequeno porte não identificado e que não estejam devidamente autorizados pela a Infraero a sobrevoar a região.
