DECLARAÇÃO DE VOTO: POR QUE ESTOU COM MOISÉS DINIZ PARA DEPUTADO ESTADUAL


Por Raimundo Accioly

Há uma canção do poeta e músico tarauacaense conhecido popularmente como Pazinha que diz: “Somos gente nova neste mundo velho.”

É com esse verso que começo minha declaração de voto. Ele nos lembra que o tempo envelhece as estruturas, mas não precisa envelhecer os sonhos. A verdadeira juventude não está apenas na idade, mas na capacidade de continuar acreditando, lutando e trabalhando para transformar a realidade.

Hoje, declaro publicamente meu voto para deputado estadual no professor Moisés Diniz Lima, número 55012, amigo de longa data, companheiro de caminhada e pessoa muito próxima de minha família e de tantos tarauacaenses de boa memória.

Moisés é professor de carreira e militante da vida em seu sentido mais rigoroso e sublime. Sua trajetória não nasceu dos gabinetes nem foi construída apenas durante períodos eleitorais. Nasceu nas comunidades, nas salas de aula, nas igrejas, nos sindicatos e nos movimentos populares.

Quem conhece verdadeiramente a história de Tarauacá sabe que existe um capítulo importante de nossa organização social que passa pela chegada e pela atuação de Moisés Diniz e de outros grandes companheiros, entre eles Edvaldo Magalhães. Homens que decidiram compartilhar com o povo aquilo que aprenderam na escola, na igreja e, sobretudo, na convivência com aqueles que enfrentavam as maiores dificuldades.

Naquele tempo, lutar por direitos básicos previstos na Constituição significava enfrentar estruturas antigas e profundamente resistentes. Muitos trabalhadores tinham direitos escritos no papel, mas negados na vida real. Servidores públicos, trabalhadores rurais, povos indígenas, moradores dos bairros e jovens encontraram nos movimentos sociais um espaço para levantar a voz.

A política, quando exercida em sua forma mais digna, não é uma profissão de promessas. É um compromisso com a realidade. Foi dessa compreensão que nasceram e renasceram sindicatos, movimentos de juventude, iniciativas culturais e novas lideranças urbanas, rurais e indígenas. Pessoas antes desvalorizadas passaram a ocupar espaços, exigir respeito e participar das decisões que afetavam suas vidas.

A militância política levou Moisés à Câmara Municipal de Tarauacá. Ao assumir o mandato de vereador em 1993, ele levou consigo a representação popular. Os movimentos sociais passaram a ter um representante de terno e gravata, mas que não havia esquecido a poeira das ruas, o chão das escolas nem as dificuldades das comunidades.

A educação esteve na base dessa resistência. A criação da Aspac e, posteriormente, o fortalecimento do Sinteac representaram um novo tempo para os trabalhadores da educação. Moisés Diniz, Edvaldo Magalhães, Raimundo Accioly, Eliton Martins, Antônia Torquato — a Pilha —, Luiz Meleiro, Valdenízio Pontes, Valdenízio Ferreira e Eurico Paz (in memoriam), Lauro Benigno, João Maciel e tantos outros militantes transformaram o sindicato em uma verdadeira escola de formação, resistência, luta e conquistas.

Mais do que uma entidade sindical, o Sinteac tornou-se um lugar onde trabalhadores aprenderam que nenhum direito é uma concessão generosa do poder. Todo direito social é resultado da consciência, da organização e da coragem de quem decidiu não permanecer calado.

Ao longo de sua caminhada, Moisés foi candidato a prefeito de Tarauacá, eleito vice-prefeito e exerceu três mandatos como deputado estadual. Também ficou na suplência de deputado federal e chegou a assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi inspetor de ensino em Tarauacá — função correspondente ao atual Núcleo de Educação — e exerceu cargos no Governo do Estado, com atuação destacada na área educacional.

Moisés mudou de partido e passou a morar em outra cidade, mas jamais mudou de amigos. Porque os vínculos verdadeiros não dependem de endereço, cargo ou legenda. A amizade que resiste ao tempo revela aquilo que os discursos não conseguem fabricar: caráter, lealdade e gratidão.

Nascido em Cruzeiro do Sul, Moisés veio para Tarauacá e aqui construiu parte essencial de sua história. Aqui casou, constituiu família, criou raízes e deixou um legado político, educacional e humano. Como deputado, ajudou o município, apoiou pessoas em situação de vulnerabilidade, realizou intervenções importantes e apresentou proposições necessárias. Entretanto, foi seu jeito humano de fazer política que deixou a marca mais profunda.

Moisés possui grande capacidade intelectual, mas seu conhecimento não vem apenas dos livros. É fruto da vivência, da escuta e do contato permanente com o povo. Conhecimento sem humanidade pode produzir distância; quando colocado a serviço das pessoas, transforma-se em sabedoria.

Vivemos uma crise de representação política. Muitas vezes, a política se afasta das necessidades coletivas e passa a servir apenas a interesses individuais. Nesse cenário, o Acre precisa de representantes que conheçam sua história, compreendam as lutas sociais e saibam que um mandato não pertence ao eleito: pertence ao povo.

Por essas razões, declaro, aqui no Blog do Accioly, meu voto e meu apoio ao amigo Moisés Diniz Lima, candidato a deputado estadual pelo PSD, número 55012.

Faço também um chamado àqueles que desejam melhorar a qualidade de nossa representação política: conheçam a trajetória de Moisés, conversem com seus familiares e amigos e ajudem a construir sua eleição. O voto não deve ser apenas a escolha de um nome ou de um número. Deve ser um encontro entre a memória, a consciência e a esperança.

Tarauacá conhece Moisés. Tarauacá sabe de sua contribuição. E acredito que nosso povo saberá reconhecer essa história nas urnas.

A vida pública passa, os mandatos terminam e os cargos ficam para trás. O que permanece é o legado construído na vida das pessoas.

Firmeza, camarada Moisés!

Estamos com você.

Moisés Diniz Lima
Deputado estadual — 55012
PSD

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