Celular roubado pode ser rastreado com código IMEI


Em recente pesquisa no site ‘Onde fui roubado’, uma ferramenta colaborativa em que as pessoas podem indicar o local e crimes dos quais foram vítimas, verificou-se que, em Rio Branco, de um total de 50 crimes, 24 são classificados como roubo, seguido de furto.

Entre os objetos subtraídos, 34 são aparelhos de celular, sendo os de maior preferência entre os criminosos. Só no ano passado, foram registradas cinco mil ocorrências de roubo na Capital, perfazendo uma média de 20 por dia.

A boa notícia é que tendo em mãos o IMEI, sigla em inglês que se refere ao número de identificação contido em cada aparelho, a vítima pode rastrear e desabilitar o funcionamento do celular. Único e intransferível, esse número pode ser encontrado na nota fiscal do produto, na caixa do aparelho, na bateria ou nas configurações internas. O consumidor também pode descobrir o IMEI discando do aparelho um código universal, que é o *#06#.

Com o projeto ‘Informar para Prevenir’, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 8ª Promotoria Criminal, vai realizar uma ampla campanha informativa em todo o estado para munir a população de informações sobre os mecanismos de proteção e rastreamento de dispositivos móveis.

O cidadão será informado sobre como localizar o IMEI de seu celular, ativá-lo e como deve proceder caso seja vítima de furto ou roubo. Acredita-se que pela desagregação de valor do bem, que na maioria dos casos tem como destino pontos de venda de drogas, o número de ocorrências tenha uma redução gradual e anual de 10%, tendo em vista que o aparelho não poderá ser utilizado por outro usuário.

“Com essas informações e atitudes simples entende-se que o consumidor terá mais chances de ter o seu celular recuperado e, dessa forma, minimizaríamos os danos sofridos pelas partes ofendidas, bem como, diminuiríamos a sensação de impunidade que a sociedade tem relacionados a crimes dessa natureza, por meio da identificação e efetiva punição do autor/autores da ação delituosa”, explica a promotora Aretuza de Almeida Cruz.
Campanha

Para que as pessoas tenham as informações necessárias para rastrear, bloquear e até mesmo recuperar o bem roubado, a campanha será feita por meio de outdoors em pontos estratégicos, especialmente em bairros periféricos, além de emissoras de rádio para alcançar as populações que residem em regiões de difícil acesso. As ações também serão desenvolvidas em locais de grande movimentação de pessoas, como terminais rodoviários, aeroportos, entre outros.

O projeto também prevê a criação de um banco de dados contendo todos os registros de crimes contra o patrimônio, visando acompanhar a evolução do indicador de recuperação de bens e procedimentos judiciais. Além dos dados da delegacia, pretende-se desenvolver um aplicativo para colher esses dados e, com isso, mensurar a quantidade de subnotificações de boletins de ocorrência.

Em outra etapa, o MPAC pretende, com base dos dados e informações levantados, sugerir aos parlamentares federais acreanos uma proposta de lei que torne obrigatória às indústrias fabricantes a inclusão de informações relacionadas ao IMEI, de forma didática, no Manual do Usuário.

A norma também obrigaria os s varejistas a esclarecerem no momento da venda as informações do IMEI, visando à proteção do consumidor.

Agência MPAC

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