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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nova rainha do Instagram, travesti fugiu de Tarauacá, passou fome e hoje “bomba” na Itália


A nova rainha do Instagram atende pelo nome de Bambola (se pronuncia Bambôla) Star. Se você já viu algum vídeo de anônimos ou famosos falando “Bom dia Brasil, boa tarde Itália” ou vice versa, e não sabe do que se trata, contamos pra você.

Primeiramente, este é o bordão de Bambola. Seja onde estiver, dia ou noite, ela manda sempre este cumprimento a seus fãs. Na maior parte das vezes na companhia da cachorrinha, Wendy Star, sua “filha”. Nem sempre dentro do enquadramento correto. Mas tá valendo.

Desde que viralizou, Bambola ganhou muitos seguidores. Entre eles Pabllo Vittar, Solange Almeida, Miguel Falabella, Marco Luque, entre outros. Todos a imitam. Mas Bambola, a original, tem lá suas peculiaridades. A travesti é uma referência para o mundo LGBT na Itália.

Através da Star Eventos, promove concursos de Miss Trans e várias festas bombadas na região da Toscana, onde vive. O aniversário de Bambola, em 2 de agosto, é sempre um acontecimento. Do tipo apoteótico, quando usa roupas para lá de ousadas e chamativas, sempre carregada por homens belos e musculosos.

Mas o luxo e glamour que ostenta em seus vídeos nem sempre fizeram parte da vida de Bambola. A hoje artista e empresária nasceu numa tribo do Acre. “Venho do Brasil, do município de Tarauacá, no Acre, uma aldeia localizada no coração da floresta amazônica. Minhas origens são indígenas, exatamente de Igarapé do Caucho e minha tribo é dos Índios Kaxinawá. Mamãe e papai morreram quando eu era criança, mas ainda há três dos meus irmãos morando lá”, contou ela a revista italiana “Ilpiccole Magazine”.

Ainda muito pequena, Bambola, que não chega a revelar seu nome original, começou a perceber que era diferente dos outros índiozinhos. “Aos 11 anos, decidi deixar a floresta e procurar outro lugar para o meu destino. Foi uma decisão dolorosa, mas senti que tinha que viajar por essa estrada, não conseguia expressá-la vivendo na aldeia. Lá, eu não tive a oportunidade de estudar, não havia escola e eu era analfabeto. A partir do momento em que saí, viajei pelo Brasil em busca de estabilidade, até chegar no Rio de Janeiro”, recorda.
Tarauacá

Mas o luxo e glamour que ostenta em seus vídeos nem sempre fizeram parte da vida de Bambola. A hoje artista e empresária nasceu numa tribo do Acre. “Venho do Brasil, do município de Tarauacá, no Acre, uma aldeia localizada no coração da floresta amazônica. Minhas origens são indígenas, exatamente de Igarapé do Caucho e minha tribo é dos Índios Kaxinawá. Mamãe e papai morreram quando eu era criança, mas ainda há três dos meus irmãos morando lá”, contou ela a revista italiana “Ilpiccole Magazine”.
Pobreza e fome no Rio de janeiro

Ainda muito pequena, Bambola, que não chega a revelar seu nome original, começou a perceber que era diferente dos outros índiozinhos. “Aos 11 anos, decidi deixar a floresta e procurar outro lugar para o meu destino. Foi uma decisão dolorosa, mas senti que tinha que viajar por essa estrada, não conseguia expressá-la vivendo na aldeia. Lá, eu não tive a oportunidade de estudar, não havia escola e eu era analfabeto. A partir do momento em que saí, viajei pelo Brasil em busca de estabilidade, até chegar no Rio de Janeiro”, recorda.
Velhice no Brasil

Ainda que esteja na Europa há mais de 28 anos, Bambola esperar passar a velhice em solo brasileiro: “Eu amo a Itália e os italianos. É um país que me deu tanto e sou muito grato, mas minha natureza é essa. Apesar de ter vivido no conforto até agora, não acho que seja um problema voltar às minhas origens. É preciso seguir o coração”,

Fonte: Extra

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