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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

No AC, 3 cidades cancelam Carnaval alegando crise, violência e enchente

G1/Acre - Os municípios de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó decidiram cancelar o Carnaval alegando crise econômica, violência e prejuízos causados pela enchente dos rios.

O primeiro a anunciar o cancelamento, no dia 16 de fevereiro, foi o prefeito Ilderlei Cordeiro, em Cruzeiro do Sul. A gestão culpou as condições precárias da BR-364, a cheia história registrada na cidade e até as facções criminosas.

Na última sexta-feira (18), a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, também decidiu cancelar a festa e afirma que a administração obedece uma determinação do Tribunal de contas do Estado (TCE-AC).

A prefeita diz que o município não deve gastar dinheiro com o evento sob pena de crime de improbidade administrativa, pois não possui recursos e decretou situação de emergência devido á enchente dos rios Tarauacá e Muru, que atingiu mais de 16 mil pessoas.

A prefeita relata ainda que buscaram o apoio de uma empresa privada que queria realizar a festa na rua Quintino Bocaiúva. Porém, os moradores fizeram um abaixo-assinado afirmando que o local enfrentava uma onda de violência e pediram que o evento não ocorresse.

"O TCE-AC determinou que não fosse feita festa até que as contas do município sejam fechadas e os funcionários e encargos sociais sejam pagos em dia. Feijó ainda não conseguiu nem dar toda a assistência necessária às pessoas que ficaram alagadas. Então, entendemos que seria melhor cancelar", explica.

Em Feijó, o Carnaval popular foi cancelado, mas a administração municipal deve apoiar a festa nos clubes. Segundo Gilberto Braga, assessor de comunicação do município, a prefeitura fez um acordo com os empresários para que os ingressos do evento em clubes tenham o preço acessível de R$ 5 a R$ 10.

Outro motivo para o cancelamento, segundo o assessor, é a falta de infraestrutura nas ruas do município que estão esburacadas.

A gestão de Feijó deve dar apoio às festas nos clubes com policiamento, por isso, os locais devem realizar festas em dias diferentes para que a segurança seja garantida.

"Não existe verba destinada para o Carnaval, os prefeitos é que apertam aqui e ali e acabam realizando a festa e declaram ao TCE. Porém, as condições de Feijó estão muito precárias. A trafegabilidade está muito complicada e em alguns locais, moradores fecharam as ruas para que não entrem carros, pois não há condições. Então, esse é o momento de evitar gastos e focar na reconstrução dessas ruas", finaliza.

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