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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Governo condiciona reajuste da Educação ao aumento da contribuição previdenciária. Trabalhadores preparam indicativo de greve geral

Assessoria/Sinteac - O subsecretário de Educação, Carlos Alberto, o “Xaxá”, surpreendeu os mais de 30 mi trabalhadores da Educação ao informar que o aumento da categoria só será concedido se houve um reajuste nas contribuições previdenciárias. 

O Sinteac reagiu imediatamente. “Após dois anos enrolando os trabalhadores, somos surpreendidos com essa chantagem. Isso é mais um golpe na Educação. O governo que encontre outra alternativa para repor as remessas retiradas do Acre Previdência, pois os educadores e os funcionários de outras pastas não podem pagar essa conta. Vamos, certamente, colocar em votação o indicativo de greve geral por tempo indeterminado em todas as escolas estaduais do Acre", disse Rosana Nascimento, presidente do sindicato. 

O governo deu a notícia em reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira, na SEE. A contribuição à previdência, segundo o secretário, subirá para 14%. A negociação por melhores salários se arrastou por dois anos. Fevereiro foi o mês em que, segundo o próprio governador Tião Viana, o projeto de lei deveria ser encaminhado com a proposta de reajuste nos salários dos professores e funcionários administrativos. Em vários momentos, a suspensão do ano letivo foi abortada a pedido do próprio governo, sob a promessa de que a base aliada na Aleac já estava ciente da necessidade de aprovar o reajuste dos servidores. "Não aceitaremos, em hipótese nenhuma, sobretudo por que não chamaram as demais categorias para conversar. Isso é chantagem. O senhor governador Tião Viana não tem moral para criticar o presidente Temer quando age sorrateiramente para prejudicar o servidor público. A Educação merece respeito. Vamos reagir á altura desse golpe", disse a sindicalista.

No tempo do Orleir, remessas enormes foram retiradas do Fundo Previdenciário para construir casas populares. Em seguida, outras retiradas foram feitas para pagar salários atrasados deixados pelo Romildo Magalhães. É o Estado quem deve devolver tudo que foi retirado para assegurar o direito dos trabalhadores á aposentadoria”, disse Rosana. “Esse governo não respeita o sindicato, os trabalhadores e seus direitos”, concluiu. Rosana, que é presidente da CUT no Acre, alerta que a proposta do governo atinge servidores de todas as pastas. 

No início da tarde, o Sinteac lançou uma contraproposta. A entidade exige o cumprimento do acordo, em que o governo manda o projeto para aprovação do reajuste, e em seguida abrem-se negociações para definir uma alternativa para financiar o Acre Previdência.

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