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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Malária terá verba de R$ 2,6 milhão no Acre

A Tribuna - O Acre está recebendo um investimento de R$ 2,6 milhão para a intensificação das ações de combate e controle de malária. O recurso liberado pelo Ministério da Saúde é repassado em parcela única do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Estadual de Saúde do Acre e será destinado à operacionalização de ações de eliminação da doença no estado, com ênfase na malária por Plasmodium falciparum, permitindo reforço nos transportes, ações de controle vetorial, diagnóstico, infraestrutura e material de informática. A Secretaria estadual de Saúde do Acre será responsável pela aquisição de insumos e equipamentos como veículos, barcos, microscópios e computadores para posterior distribuição aos municípios do estado.

Portaria que autoriza esse repasse foi assinada recentemente pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. No total, quase R$ 12 milhões serão investidos em nove estados localizados na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área que concentra mais de 99% dos casos de malária registrados no País. Segundo a portaria, o total destinado a Secretaria de Saúde do Estado do Acre, R$ 2.661.080,00, é o segundo maior montante da região, atrás apenas dos valores repassados a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (R$ 2.841.000,00).

Buscando atingir os Objetivos do Milênio (reduzir 75% a incidência da malária entre 2000 e 2015), o Brasil avançou muito no controle da doença. O número de casos notificados caiu de 615.246 em 2000 para 143.162 em 2015, uma redução de 77%, sendo o menor número dos últimos 36 anos. Na mesma tendência, é observada queda de 86% no número de óbitos, reduzindo de 243, em 2000, para 34 em 2015.

“As ações, em conjunto com estados e municípios, têm demonstrado resultados positivos a cada ano”, destacou o ministro Ricardo Barros. A meta lançada pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária é de alcançar, no ano de 2019, no máximo 100 mil casos autóctones da doença e 10 mil registros de malária por Plasmodium falciparum. Para 2016, a meta estabelecida é de não ultrapassar os 19 mil casos autóctones.

Como parte das ações para o setor, o ministério tem financiado pesquisas voltadas para o monitoramento da eficácia dos tratamentos, da resistência dos mosquitos transmissores da doença, das avaliações do programa, da contabilidade de gastos dos programas, além de pesquisas voltadas para identificar estratégias inovadoras para alcançarmos os objetivos propostos.

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