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sábado, 29 de março de 2014

Edvaldo Magalhães: “60% do frango consumido no mercado interno é produzido no Acre.”

Edvaldo Magalhães
Em entrevista no Juruá Notícias, o Secretário de Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães rejeitou o rótulo de que o Acre “não produz nada” e forneceu números sobre a produção do estado.

“Não é verdade que o estado não produz nada. Basta passar nos mercados para ver a nossa produção.

O estado não é autossuficiente na sua produção. Assim como São Paulo também não é. Se forem fechar as vias de acesso a São Paulo, o estado também terá dificuldade.

É engraçado que muita gente que se diz hoje liberal, que defende o livre-mercado e a economia globalizada, quando chega num momento de crise, esquece este princípio.

O mundo está interligado, as economias estão interligados. Às vezes produzir arroz em grande extensão mecanizado em Roraima, fica mais barato comprar de lá, do que de pequenos roçados.

Mas produzir frango em Brasiléia em uma área de livre comércio e abastecendo 60% do mercado interno do consumo do frango, fica mais competitivo do que trazer das grandes rede de Mato Grosso, porque alguns insumos tem incentivos em área de livre comércio.

Ninguém falou nada, mas os 12 mil frangos que são abatidos diariamente não deixaram de ser abatidos um único dia por falta de ração. Isso porque aumentou a produção de milho na região alto acre. Nossos frigoríficos produzem sebo e farinha de carne e apenas 8% dos insumos que compõe a ração são importados (farelo de soja).

É o exemplo de uma cadeia produtiva que está crescendo, bem como a de suínos também.

Muitas vezes quem está falando isso, são os pecuaristas. Nosso gado é competitivo, e está sofrendo o isolamento pelo efeito inverso, está deixando de exportar.

Os frigoríficos que exportam hoje no Acre abatem mil e 200 cabeças de gado/dia. Estão há dez dias sem abater porque estão com suas câmaras frias lotadas. É um prejuízo estimado em dois milhões de reais por dia. A carne produzida no Acre é consumida nos melhores restaurantes do Rio de Janeiro e São Paulo.

Temos que apostar nas nossas vocações. Produzimos muito e vamos produzir ainda mais. Eu tenho certeza que seremos um dos maiores produtores de peixe por que estamos investindo em três tecnologias importantes: temos um centro de alevinagem, vamos em breve ter uma fábrica de ração e em teremos também um frigorífico, mas isso porque temos água, por que é uma vocação.

Agora não dá para queremos produzir por exemplo alho, batata ou trigo, porque a nossa natureza não permite. Mas podemos aumentar a produção de frango, ovos, suínos e peixes além de muitos hortifrutigranjeiros e estamos trabalhando para isso. “

fonte: http://www.juruaonline.com.br/

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