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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Maquinário da fábrica de ração de peixes chega ao Acre

As máquinas que farão parte da fábrica de ração de peixes já chegaram ao Acre (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Um laboratório que produz alevinos, uma fábrica de ração de qualidade para engordar esse peixe e um frigorífico para comprar e processar a produção. Isso tudo significa uma cadeia produtiva completa e um futuro feliz para os produtores. Foi com estas palavras simples que Sansão Nogueira, produtor e presidente da Central de Cooperativas de Piscicultores, resumiu a equação que traduz os investimentos feitos pelo governo do Estado e a iniciativa privada na fábrica Peixes da Amazônia S/A.
“O Brasil importa mais de 60% do peixe que consome. Não estamos em meio a uma aventura de investimento. É uma grande oportunidade de mercado, na qual estamos envolvendo 16 mil famílias de produtores, e os pequenos têm participação nos empreendimentos através das cooperativas. O Acre será o endereço do peixe na Amazônia”, disse o governador Tião Viana.

O grande segredo da fábrica, que fornecerá ração para os produtores, segundo o governador Tião Viana, é a participação dos pequenos na divisão dos lucros (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Localizada estrategicamente numa área de terra entre a BR-364 e o Rio Iquiri, a Peixes da Amazônia se prepara para ser um dos maiores complexos industriais acreanos. O governador Tião Viana esteve hoje no local. Entre os empreendimentos que vão formar a indústria, estão a fábrica de ração, o laboratório de alevinagem e o frigorífico. O primeiro deles a ficar pronto será a fábrica de ração, com tecnologia importada da Dinamarca, e será a mais moderna do país. O grande segredo da fábrica que fornecerá ração para os produtores, segundo o governador Tião Viana, é a participação dos pequenos na divisão dos lucros.

A fábrica está localizada estrategicamente numa área de terra entre a BR-364 e o Rio Iquiri (Foto: Sérgio Vale/Secom)

As máquinas que farão parte da fábrica de ração já chegaram ao Acre. “São R$ 5 milhões de investimentos somente em maquinário. As fundações já estão prontas - levantaremos as paredes agora e acreditamos que no fim de janeiro ela estará concluída para que seja feita as partes mecânica e elétrica. A meta na primeira etapa é produzir 20 mil toneladas de peixe por ano, com uma receita de R$ 250 milhões, e passar a 100 mil toneladas de peixe/ano logo em seguida. Isso vai mudar completamente a economia rural do Estado”, disse o secretário de Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães.

A meta da fábrica na primeira etapa é produzir 20 mil toneladas de peixe por ano, com uma receita de R$ 250 milhões, e passar a 100 mil toneladas de peixe/ano logo em seguida (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Para alimentar com peixes todo esse complexo industrial, serão necessários, segundo os cálculos do consultor Jorge Brum, do Projeto Pacu, pelo menos quatro mil hectares de lâmina d’água. “Foi a partir dessa constatação que o governador Tião Viana tomou a decisão de construir cinco mil tanques em todo o Estado e está cumprindo a meta. Até agora já foram construídos 2.353, além do avanço feito pela iniciativa privada. Nossa meta é envolver 16 mil famílias de produtores nesse trabalho”, disse o secretário de Produção, Lourival Marques.

O pai do governador Tião Viana, Wilde Viana, acompanhou a agenda. Ele foi o primeiro acreano a sonhar com o desenvolvimento da piscicultura no Estado (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Os tanques que formam o laboratório de alevinagem da Peixes da Amazônia, que tem capacidade de produzir 400 mil alevinos de pirarucu e de 4 a 5 milhões de alevinos de surubim por ano, serão alimentados por um canal que liga o complexo ao Rio Iquriri. “Tudo de forma estudada para garantir segurança contra enchentes ou secas”, ressaltou o consultor.

O pai do governador Tião Viana, Wilde Viana, acompanhou a agenda. Ele foi o primeiro acreano a sonhar com o desenvolvimento da piscicultura no Estado e empreendeu uma iniciativa ousada na década de 1970: trouxe para o Estado alevinos transportados em sacos com água por meio de avião.

Tatiana Campos (Agência Acre)

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