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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Avião que caiu em Porto Velho teria sido atingido por avião estrangeiro

Combate2702

Porto Velho, RO – Um avião de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), um turboélice A29 Super Tucano (igual ao da foto), um dos mais poderosos modelos de aeronaves de guerra da esquadrilha de helicópteros de combate e aviões de caça estacionada na Base Aérea de Porto Velho, caiu no final da tarde desta sexta-feira a 300 metros do aeroporto civil desta Capital. 

As causas do acidente ainda não foram explicadas. A imprensa foi proibida de se aproximar do caça e duas avenidas de acesso ao aeroporto imediações foram interditadas. 

O Comando da Aeronáutica em Brasília publicou nota limitando-se a informar que o aparelho apresentou “problemas” e forçou o piloto, o 1º Tenente-Aviador Marcelino Aparecido Feitosa, a abandonar o equipamento em vôo, ejetando-se. 

Ele não sofreu ferimentos, mas foi hospitalizado para observação. Como ele caiu sobre uma árvore, seu corpo não foi de imediato localizado (só a Torre de Controle do aeroporto sabia, avisada pelo militar por seu rádio portátil). 

O secretário da Segurança Pública de Rondônia, Marcelo Bessa, esteve pessoalmente comandando os serviços de busca ao piloto ao lado de oficiais do Corpo de Bombeiros e da Aeronáutica. 

NoticiaRo.com, por sua vez, soube que o avião vinha de Cruzeiro do Sul, no Acre, e isso causa a suposição, ainda não confirmada oficialmente (e é mais provável que a FAB, como de costume, negue) que o avião estivesse retornando de uma missão de combate a narcotraficantes e possa ter sido avariado ao enfrentar algum avião estrangeiro também armado. 

A avaria talvez tenha fragilizado o avião ao chegar a Porto Velho sob forte chuva. A FAB, que jamais confirmou os combates que ocorrem na fronteira noroeste do Brasil contra aviões do narcotráfico procedentes do Peru, da Colômbia e da Bolívia, não permitiria que os repórteres vissem marcas de balas no avião. Cruzeiro do Sul, de onde vinha o A29 Super Tucano, está localizada no Vale do Juruá – rota internacional do narcotráfico. 

O que fazia um caça da FAB na região onde tráfico de drogas evoluiu ao ponto de dificultar as ações policiais? Em Cruzeiro do Sul, fronteira com o Peru, distante cerca de 780 quilômetros de Rio Branco, Capital do Acre, a polícia vem tendo dificuldade para desmantelar a rede de narcotráfico internacional, dizem fontes dessa cidade. 

Um morador disse que “as operações são lentas e demoradas, mas quando as quadrilhas são localizadas descobre-se que o poder e a influência dos traficantes vão além da força policial e judiciária”. 

Localizada na regional do Juruá, Cruzeiro do Sul limita-se ao norte com o Estado do Amazonas; ao sul com o município de Porto Walter; ao leste com o município de Tarauacá e à oeste com os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves e com a República do Peru. 

“A aeronave caiu por volta das 17h30 e causou grande barulho em toda a região. O piloto que comandava a aeronave conseguiu ejetar-se antes da queda. Ele caiu em uma árvore e foi resgatado por militares em um helicóptero”, relata o site Rondoniagora. 

A primeira providência da Infraero foi bloquear o acesso da imprensa, que não podia se deslocar a nenhum lugar a partir da Avenida Lauro Sodré ou mesmo pela Jorge Teixeira. Essas duas vias foram interditadas completamente e o aeroporto fechado até às 18h45. (NELSON TOWNES/ Agência Amazônia) 

Às 20h02 (hora de Brasília, GMT -3), o site da FAB publicou, como seu principal destaque a seguinte Nota Oficial

Acidente com avião da FAB “O Comando da Aeronáutica informa que sexta-feira, 25, por volta das 19h (horário de Brasília), uma aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), modelo A-29 (Super Tucano), apresentou problemas obrigando o piloto a usar o mecanismo de ejeção para abandonar o equipamento. A aeronave caiu próximo à pista de pouso do aeroporto de Porto Velho (RO). 

“O 1º Tenente-Aviador Marcelino Aparecido Feitosa foi resgatado por um helicóptero H-60 (Black Hawk) da FAB e encaminhado ao Hospital da Guarnição do Exército em Porto Velho, onde permanece em observação. No momento do resgate, o militar estava consciente. 

“A Aeronáutica iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente. 

“Brasília, 25 de fevereiro de 2011" 

“Marcelo Kanitz Damasceno - Coronel Aviador Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica”.

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